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Variante britânica de novo coronavírus poderia estar ligada a aumento da mortalidade

22/01/2021 15h49

A variante britânica do novo coronavírus, mais contagioso, poderia estar ligada também a uma maior mortalidade, declarou o primeiro-ministro Boris Johnson nesta sexta-feira (22).

A variante britânica do novo coronavírus, mais contagioso, poderia estar ligada também a uma maior mortalidade, declarou o primeiro-ministro Boris Johnson nesta sexta-feira (22).

O premiê britânico afirmou, em coletiva com a imprensa, que existiam indícios que mostravam uma maior letalidade da nova cepa, que foi identificada pela primeira vez em Londres e no sudeste da Inglaterra.

No caso de homens de cerca de 60 anos, a mortalidade no país era anteriormente de 10 pacientes por 1.000 e atualmente estaria entre 13 e 14 por 1.000, explicou o principal conselheiro científico do Executivo, Patrick Vallance.

No entanto, ele destacou que ainda há muita incerteza em torno desses números. "É preocupante que haja um aumento da mortalidade, assim como um aumento da transmissibilidade", afirmou.

Nova onda de contágios

País mais castigado da Europa pela pandemia, com quase 96.000 mortos confirmados pela covid-19, o Reino Unido enfrenta uma nova onda de contágios desde a descoberta em dezembro de uma mutação do coronavíurs entre 50% e 70% mais contagiosa, segundo os cientistas britânicos.

Até agora, as autoridades de saúde disseram que a variante não parecia mais mortal e que reagia corretamente às vacinas existentes.

"Todos os indícios atuais continuam demonstrando que as duas vacinas que usamos atualmente são eficazes tanto contra a antiga variante, como contra essa nova variante", afirmou Johnson nesta sexta-feira.

Após se tornar em 8 de dezembro o primeiro país ocidental a lançar uma campanha de vacinação em massa contra a Covid-19, o Reino Unido já vacinou 5,4 milhões de pessoas com os imunizantes desenvolvidos pela Pfizer/BioNTech e pela AstraZeneca/Oxford.

O governo de Johnson, muito criticado desde o início da pandemia por suas políticas na gestão da crise de saúde, agora colocou todas as suas esperanças na vacinação, para levantar seu terceiro confinamento a partir de março.