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Macron e Xi Jinping discutem relações bilaterais e a situação em Mianmar

26/02/2021 10h00

Os presidentes chinês, Xi Jinping, e francês, Emmanuel Macron, conversaram por telefone nesta quinta-feira (25) sobre as relações bilaterais econômicas e a situação em Mianmar. 

Os presidentes chinês, Xi Jinping, e francês, Emmanuel Macron, conversaram por telefone nesta quinta-feira (25) sobre as relações bilaterais econômicas e a situação em Mianmar. 

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (26) pelos dois  países. Na conversa, os dois líderes não mencionaram a situação dos uigures na região chinesa de Xinjiang, no noroeste do país.

Na quarta-feira, o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, denunciou um "sistema de repressão institucionalizado" em Xinjiang, durante um discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU. A embaixada da China na França respondeu e condenou qualquer "interferência nos assuntos internos de outros países sob o pretexto dos direitos humanos".

De acordo com diferentes pesquisas, pelo menos um milhão de uigures foram detidos em "campos" de Xinjiang e alguns foram submetidos a "trabalhos ou esterilizações forçadas". A China nega as acusações e afirma que os "campos" são "centros de formação profissional" que visam manter a população longe do extremismo religioso e do separatismo, após os muitos ataques mortais de uigures contra civis.

Proteção de investimentos

Na conversa, Macron e Xi também celebraram o acordo anunciado no fim de 2020 entre China e UE sobre a proteção dos investimentos, segundo a agência estatal chinesa. Os comunicados das duas presidências ainda destacam o compromisso dos dois países para incrementar as relações econômicas no setor nuclear, na aeronáutica e na indústria agroalimentar.

O governo francês também espera vender para a China uma usina de tratamento de combustível nuclear. O investimento é avaliado em € 10 milhões. De acordo com a presidência francesa, Macron demonstrou sua preocupação quanto à situação em Mianmar. Pequim se recusa a admitir o golpe de Estado perpretado pelos militares em 1º de fevereiro no país. 

(Com informações da AFP)