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7 meses

França inicia novo lockdown para tentar barrar terceira onda de covid-19

20.03.2021 -- Paciente recebe cuidados em hospital de Paris, França, no dia 18 - CHRISTOPHE ARCHAMBAULT / AFP
20.03.2021 -- Paciente recebe cuidados em hospital de Paris, França, no dia 18 Imagem: CHRISTOPHE ARCHAMBAULT / AFP

20/03/2021 08h37

Dezesseis departamentos da França, entre eles, a região parisiense, acordaram neste sábado (20) sob lockdown —o terceiro em um ano -contra uma nova onda de covid-19 impulsionada pelas variantes do vírus. A medida deve durar ao menos quatro semanas.

Um terço da população francesa —21 milhões de habitantes —estão submetidos ao novo lockdown. O toque de recolher noturno continua em vigor, das 19h às 5h.

Comércios considerados não essenciais tiveram que fechar suas portas novamente e está proibido circular entre as regiões em que epidemia de covid-19 está em alerta vermelho. No entanto, a medidas é menos rigorosa do que nas duas outras ocasiões em que foi determinada, em março e outubro de 2020.

O limite de deslocamento é agora de 30 quilômetros dentro do departamento de residência, contra 1 quilômetro nos lockdowns antecedentes. As justificativas para sair de casa ainda são exigidas, no entanto, não há mais limitação de tempo de uma hora, como ocorreu no ano passado.

A lista de comércios considerados essenciais autorizada a abrir também foi estendida. Cerca de 90 mil estabelecimentos estão fechados, mas livrarias, cabeleireiros, floriculturas, lojas de discos, chocolates, vinhos, sapateiros, tabacarias, lavanderias, bancas de jornais, concessionárias de veículos, entre outros, podem continuar funcionando. Restaurantes e lanchonetes permanecem abertos apenas para delivery.

Todos os espaços culturais e artísticos: museus, cinemas, teatros e salas de espetáculos continuam fechados, bem como academias de ginástica. Já as escolas seguem abertas.

Medidas confusas

Nas redes sociais, internautas ironizam as decisões do governo e debocham dos anúncios feitos pelo primeiro-ministro francês, Jean Castex, na última quinta-feira (18).

"Os parisienses não podem mais comprar sapatos, mas podem ir ao sapateiro preenchendo a justificativa para deslocamento. Esperamos que o vírus se comporte bem", brinca um usuário do Twitter.

Outras pessoas também criticaram o fato de muitos moradores de Paris terem deixado a capital às pressas na sexta-feira (19) para realizar o lockdown em outras cidades. Poucas horas antes da medida entrar em vigor, imensos engarrafamentos foram registrados na região parisiense e bilhetes de trem para o interior da França se esgotaram rapidamente.

"O novo lockdown só está levando as pessoas a deixarem Paris para outras regiões onde não há muitos casos [de Covid-19]... por enquanto! Bravo", tuitou outra internauta.

Em entrevsta à rádio France Inter na manhã deste sábado, o ministro francês da Economia, Bruno Le Maire, justificou a abertura da maior parte do comércio nas regiões submetidas ao novo lockdown. Para ele, o funcionamento de lojas de chocolate e floriculturas é considerado essencial em um período que antecede a Páscoa, feriado tradicional na França.

"Não tenho a pretensão de que isso seja ideal, mas corresponde a uma lógica simples: garantir a segurança sanitária dos franceses preservando, no máximo, a atividade econômica e o comércio", declarou.