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França pretende doar 100 mil doses da vacina da AstraZeneca à Covax em abril

Imunizante britânico encontra rejeição entre os franceses, que preferem esperar pela chegada de novos lotes da vacina da Pfizer/BioNtech - Matthew Horwood Colaborador Getty Images
Imunizante britânico encontra rejeição entre os franceses, que preferem esperar pela chegada de novos lotes da vacina da Pfizer/BioNtech Imagem: Matthew Horwood Colaborador Getty Images

21/04/2021 12h48

A França anunciou hoje que pretende doar aos países africanos cerca de 100 mil doses de vacinas da AstraZeneca ainda neste mês de abril, como parte do programa Covax, e espera doar 500 mil no total até meados de junho. O imunizante britânico encontra rejeição entre os franceses, que preferem esperar pela chegada de novos lotes da vacina da Pfizer/BioNtech.

Ao oferecer essas doses, que foram engarrafadas na Itália, a França inaugurará o mecanismo europeu de compartilhamento de doses com a Covax, disse a presidência francesa.

Os acordos com o programa da ONU dizem respeito inicialmente às vacinas da AstraZeneca, mas este mecanismo de compartilhamento deve cobrir toda a gama de vacinas disponíveis para a Europa, de acordo com Paris.

A Covax está atualmente prejudicada pela decisão da Índia, que iria produzir doses para o programa, de bloquear as exportações dos imunizantes no momento, lembrou a França.

Na semana passada, a Covax lançou uma campanha para arrecadar US$ 2 bilhões adicionais e poder reservar doses de vacinas anticovid.

O programa permite que 92 países mais pobres obtenham doses de vacinas, graças aos fundos levantados por doadores. É coliderado pela OMS, a aliança de vacinas Gavi e a Coalition for Epidemic Preparedness Innovations. A meta é distribuir doses suficientes para imunizar até 27% da população dos 92 países mais pobres até o final do ano.

O sistema Covax já distribuiu mais de 38 milhões de doses para 113 países.

A França pode realmente ficar sem a vacina da AstraZeneca?

A revista L'Express publica esta pergunta hoje, questionando a decisão francesa. A França pode fechar a porta para a vacina britânica, diz a publicação: "Foi o que deu a entender a ministra da Indústria francesa, Agnès Pannier-Runacher, na sexta-feira passada".

A decisão não foi oficialmente tomada, mas após a Dinamarca descartar definitivamente o soro britânico, "é grande a probabilidade" de que a Europa não faça novos pedidos do imunizante da AstraZeneca, disse a ministra à rádio RMC.

Enquanto continua sendo alvo de críticas devido aos raros registros de coágulos em alguns vacinados, o desejo de deixar de utilizar a vacina britânica é sentido na França. Esse mesmo sentimento foi expressado pelo comissário europeu para o Mercado Interno, Thierry Breton.

No último domingo (18), ele explicou que o contrato europeu de vacinas contra a Covid-19 com o grupo farmacêutico AstraZeneca não pôde ser renovado devido aos atrasos nas entregas acumulados desde o início do ano. "Somos pragmáticos", justificou, em entrevista ao canal de TV BFM.

Uma reportagem de hoje no site da France Info revela que os franceses preferem esperar as novas doses do imunizante da Pfizer/BioNtech ao invés de se vacinar com o soro da AstraZeneca.

Como publicado no Le Figaro ontem, a França optou por colocar a vacina Pfizer-BioNTech no centro de sua campanha de imunização. De acordo com as previsões de 20 de abril, o governo francês estima que a Pfizer represente 62% das doses esperadas de dezembro a junho, contra 18,8% da AstraZeneca e 8,7% da Moderna.

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