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Agência Europeia de Medicamentos inicia análise da vacina chinesa Sinovac

Vacinas conta a covid-19 produzidas pela Sinovac podem ser aprovadas pela Europa - Divulgação
Vacinas conta a covid-19 produzidas pela Sinovac podem ser aprovadas pela Europa Imagem: Divulgação

04/05/2021 12h45

A EMA (Agência Europeia de Medicamentos) anunciou hoje o início da análise da vacina contra covid-19 do laboratório chinês Sinovac, o parceiro tecnológico da CoronaVac, usada no Brasil. A avaliação abre o caminho para uma futura autorização do uso do imunizante na UE (União Europeia).

A decisão do Comitê de Medicamentos da EMA de "iniciar a análise contínua se baseia nos resultados prévios de estudos de laboratório e clínicos", afirmou, em um comunicado, a agência com sede em Amsterdã.

O imunizante fabricado pela unidade de ciências biológicas da Sinovac Biotech, com sede em Pequim, contém um coronavírus inativo que não pode provocar a doença, mas que ajuda as pessoas a desenvolverem anticorpos. "Os estudos sugerem que a vacina provoca a produção de anticorpos que têm como alvo o SARS-CoV-2, vírus que provoca a Covid-19, e pode ajudar a proteger contra a doença", destaca o texto.

A EMA continuará a revisão da Sinovac até reunir informações suficientes para que a empresa possa apresentar um pedido formal de lançamento do produto no mercado europeu. "Apesar de a EMA não ter condições de prever os prazos, deve levar menos tempo que o normal avaliar uma eventual aplicação em consequência do trabalho feito durante a revisão contínua", afirmou a agência.

CoronaVac no Brasil

A vacina da Sinovac foi aprovada para uso pela agência reguladora de medicamentos da China em fevereiro. O fármaco é utilizado em pelo menos 22 países, incluindo o Brasil, com o nome de CoronaVac.

Atualmente, quatro vacinas foram autorizadas e são utilizadas na União Europeia: Pfizer-BioNTech, Moderna, AstraZeneca e a Janssen, da Johnson & Johnson. Esses dois últimos imunizantes, baseados em vetores de adenovírus, são recomendados na maioria dos países do bloco europeu apenas para pessoas acima de 55 anos, após casos de coágulos sanguíneos ocorridos depois da injeção.

A validação da vacina chinesa na UE também pode ter um impacto nas viagens, já que Bruxelas estuda reabrir suas fronteiras para os turistas que já foram vacinados. No entanto, até agora, apenas as pessoas imunizadas com as quatro vacinas já autorizadas teriam o acesso liberado.

O imunizante AstraZeneca, também usado no Brasil, é aplicado em pelo menos 165 dos 209 países e territórios que iniciaram suas campanhas de vacinação contra a Covid-19. A vacina da Pfizer/BioNTech está presente em 94 países e a da Moderna em pelo menos 46.

(Com informações da AFP)

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