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Judeus ultranacionalistas e extrema direita fazem "Marcha das Bandeiras" em Israel

16/06/2021 16h59

A Marcha das Bandeiras aconteceu na terça-feira (15) à noite, em Jerusalém. Mais de mil judeus ultranacionalistas e de extrema direita se manifestaram na capital com o objetivo de reafirmar a soberania israelense sobre a Cidade Santa. Sob forte vigilância, eles se reuniram até o Portão de Damasco, na entrada do bairro muçulmano da Cidade Velha, anexado por Israel em 1967.

A Marcha das Bandeiras aconteceu na terça-feira (15) à noite, em Jerusalém. Mais de mil judeus ultranacionalistas e de extrema direita se manifestaram na capital com o objetivo de reafirmar a soberania israelense sobre a Cidade Santa. Sob forte vigilância, eles se reuniram até o Portão de Damasco, na entrada do bairro muçulmano da Cidade Velha, anexado por Israel em 1967.

Sami Boukhelifa, correspondente da RFI em Jerusalém

As bandeiras israelenses fizeram uma onda azul e branca tremular na terça-feira pela Cidade Velha. Acompanhada da filha, Danielle veio "marcar seu território". Todos os anos, os palestinos vivenciam este encontro como uma provocação, mas para esta franco-israelense, eles não têm direito de dizer nada sobre a passeata anual.

"Estamos em casa, estamos na nossa casa. Aceitamos [a presença deles] porque nasceram aqui. Desde que não se mexam, desde que sejam agradáveis, nós os aceitamos. Mas nós somos os donos da casa. Nós estamos aqui para dizê-lo: esta é a nossa casa ", disse Danielle.

"Desgraça para o povo de Israel"

Nas ruas, havia cantos e danças sob as janelas dos palestinos trancados em suas casas. Mas para Noam, de 24 anos, a mensagem não deveria ser de ódio. "Pessoalmente, não estou aqui para provocar. Vim para mostrar meu apego a Jerusalém", disse. "Jerusalém é uma capital unificada. Somos uma gente que não provoca ninguém... Todo o resto é um debate geopolítico que não nos interessa. E claro que a paz é possível, ela é mesmo necessária. Não há provocação, são apenas pessoas que marcham com uma bandeira, são pessoas pacíficas que só querem viver em paz", garantiu.

Alguns manifestantes, entretanto, gritavam "Morte aos árabes". Para aquele que deve ser o próximo primeiro-ministro israelense, em alternância com Naftali Bennet, Yair Lapid, essas pessoas [os palestinos] seriam uma "desgraça para o povo de Israel".

Antes da manifestação, a polícia israelense isolou a área e removeu à força a maioria dos palestinos da região.