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Primeiro-ministro da Suécia é derrotado no Parlamento com moção de censura

21/06/2021 08h45

O primeiro-ministro da Suécia, o social-democrata Stefan Löfven, perdeu nesta segunda-feira (21) a confiança do Parlamento. Os deputados aprovaram pela primeira vez na história política do país uma moção de censura contra um premiê.

O primeiro-ministro da Suécia, o social-democrata Stefan Löfven, perdeu nesta segunda-feira (21) a confiança do Parlamento. Os deputados aprovaram pela primeira vez na história política do país uma moção de censura contra um premiê.

O voto de desconfiança teve o apoio de 181 deputados de um total de 349. Stefan Löfven tem agora uma semana para apresentar sua renúncia, ou convocar novas eleições. Ele ocupa o cargo de primeiro-ministro sueco desde 3 de outubro de 2014.

A moção de censura teve origem na semana passada. Ela foi pedida pelo partido Democratas, de extrema direita, depois que o Partido da Esquerda, decidiu retirar o apoio que dava ao governo. Para derrubar o premiê, o ex-partido comunista se alinhou com as legendas de direita, o Partido Conservador dos Moderados e os Democratas-Cristãos, assim como com os Democratas. O estopim para essa manobra dos adversários e ex-aliados do premiê foi a decisão do governo de suspender o congelamento dos aluguéis, medida adotada durante a pandemia.

Primeira voto de desconfiança da história

Após 11 moções de censura fracassadas, Stefan Löfven, que se distinguia por sua capacidade de sobreviver a crises políticas desde sua chegada ao Executivo há quase sete anos, tornou-se o primeiro chefe de governo a ser derrubado por um voto de desconfiança.

As eleições de 2018 não designaram um vencedor claro e Stefan Löfven chefia um governo minoritário de centro-esquerda, dependente do apoio do Partido da Esquerda e de duas pequenas siglas de centro- direita. Durante o debate no Parlamento, o líder dos Democratas da Suécia, Jimmie Akesson, chamou o atual governo de nocivo e historicamente fraco.

Se o primeiro-ministro renunciar, caberá ao presidente do Parlamento abrir negociações com um partido para encontrar um novo chefe de governo. No caso de um novo acordo político, nada impede o retorno de Stefan Löfven, afirmam analistas.

Eleições antecipadas ou demissão?

Mas se ele convocar novas eleições, o país poderá ter duas disputas legislativas em pouco mais de um ano devido a uma sutileza da Constituição sueca. O texto prevê que em caso de uma votação antecipada, ela seria realizada independentemente do calendário eleitoral previsto e a Suécia tem eleições previstas para setembro de 2022.

As dificuldades políticas da Suécia estão longe de ser superadas. Analistas dizem que é muito difícil prever os novos contornos de um futuro governo. Segundo as pesquisas de opinião, o bloco de centro- esquerda está praticamente empatado com o de centro-direita.

(Com informações da AFP e Reuters)