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Alemanha pode ter pico de 100 mil novos casos de covid por dia em setembro

25/07/2021 13h51

O chefe de gabinete de Angela Merkel teme uma explosão de novos casos de contaminação pelo coronavírus na Alemanha, que podem aumentar para 100.000 por dia até o final de setembro, informou neste domingo (25) o semanário aleméao Bild am Sonntag.

O chefe de gabinete de Angela Merkel teme uma explosão de novos casos de contaminação pelo coronavírus na Alemanha, que podem aumentar para 100.000 por dia até o final de setembro, informou neste domingo (25) o semanário aleméao Bild am Sonntag.

Após mais de dois meses de declínio contínuo, a epidemia de Covid-19 na maior economia da Europa começou a aumentar novamente desde o início de julho, principalmente devido à variante Delta, 60% mais contagiosa.

De acordo com Helge Braun, diretor da Chancelaria Alemã, o número de novos casos aumentou 60% por semana, num contexto em que quase metade da população alemão já recebeu um esquema de vacinação completo.

"Se a variante Delta continuasse a se espalhar nessa taxa e não estivéssemos com uma taxa de vacinação alta, teríamos uma taxa de incidência de 850 (por 100.000 pessoas) em apenas nove semanas", disse em entrevista ao Bild am Sonntag.

"Isso seria equivalente a 100.000 novas infecções por dia", disse Braun, estimando que isso teria consequências diretas para as empresas, porque funcionários contaminados teriam que ser colocados em quarentena.

"O impacto na forma de trabalhar nas fábricas seria significativo. Já estamos vendo isso acontecer no Reino Unido", lembrou.

Restrições para não-vacinados

Pessoas não vacinadas contra a Covid-19, mesmo com teste negativo, podem enfrentar mais restrições se as infecções continuarem a aumentar na Alemanha, disse ainda o chefe de gabinete de Merkel. "Pessoas vacinadas certamente terão mais liberdade do que pessoas não vacinadas", insistiu Braun.

Atualmente, os alemães podem ir a locais públicos como restaurantes, cinemas ou academias se estiverem totalmente vacinados ou possuírem um teste negativo recente. Mas se as taxas de incidência continuarem a aumentar, as pessoas não vacinadas terão que reduzir seus contatos sociais, disse Braun. "Isso pode significar que o acesso a lugares como restaurantes, cinemas e estádios não será mais possível, mesmo para pessoas não vacinadas testadas, porque o risco é muito alto", disse ele.

"O país tem o dever de proteger a saúde das pessoas", insistiu Braun. "Isso pressupõe um sistema de saúde que não precise adiar as intervenções relacionadas ao câncer novamente no inverno para tratar pacientes com Covid."

A Alemanha experimentou uma baixa taxa de infecção no início do verão europeu em comparação com muitos de seus vizinhos, mas os casos aumentaram nas últimas duas semanas, em grande parte devido à variante Delta.

Na semana passada, Merkel disse estar preocupada com a "dinâmica clara e preocupante" do aumento de casos e encorajou o maior número possível de alemães a se vacinarem. Até domingo, 60,8% deles haviam recebido uma dose da vacina e 49,1% as duas doses.

No entanto, Merkel disse que seu país não planeja seguir a França e outros países na introdução da vacinação obrigatória para parte da população. O Ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, declarou no início de julho que as pessoas vacinadas não teriam que passar por um novo lockdown total e se beneficiariam de mais liberdades do que as não vacinadas, em caso de reinício da epidemia.

"Enquanto não houver mutações (do vírus) que tenham impacto na proteção oferecida pelas vacinas (...) então estar totalmente vacinado significará que restrições como as do inverno passado não serão necessárias", disse. 

(Com AFP)