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Últimos migrantes haitianos deixam fronteira do México com Estados Unidos e vão para abrigo

25/09/2021 05h16

Os últimos migrantes haitianos que acampavam há uma semana na fronteira com os Estados Unidos foram transferidos para um abrigo nesta sexta-feira (24), após um acordo concluído com as autoridades mexicanas. Eles estavam instalados no parque Braulio Fernández, em Ciudad Acuña, fronteiriça com Del Río, no Texas. Do grupo original que somava cerca de 600 pessoas, restavam apenas 20 migrantes. 

Os últimos migrantes haitianos que acampavam há uma semana na fronteira com os Estados Unidos foram transferidos para um abrigo nesta sexta-feira (24), após um acordo concluído com as autoridades mexicanas. Eles estavam instalados no parque Braulio Fernández, em Ciudad Acuña, fronteiriça com Del Río, no Texas. Do grupo original que somava cerca de 600 pessoas, restavam apenas 20 migrantes. 

Os migrantes haitianos remanescentes foram transferidos em caminhonetes para um abrigo, onde permanecerão até que seu status migratório seja resolvido. As deportações dos Estados Unidos, marcadas por cenas de brutalidade e violência que causaram indignação no mundo, e o anúncio do Instituto Nacional de Migração (INM) de que aqueles que quisessem concluir seu trâmite de refúgio teriam que voltar a Tapachula, no extremo sul do México, levaram centenas de migrantes a abandonar o parque nos dias anteriores.

O secretário da Câmara Municipal de Ciudad Acuña, Felipe Basulto, confirmou que a grande maioria dos migrantes concordou em ser transferida, e se instalava no espaço que lhe foi preparado. No abrigo, composto por um pátio amplo e duas grandes salas, os haitianos foram recebidos por voluntários, principalmente membros de igrejas locais, que lhes ofereceram comida e bebida ao som de música animada, em um ambiente quase festivo.

Basulto disse que os caribenhos que permanecerem no complexo não serão "nem detidos, nem deportados", e que foram dadas instruções para que eles possam circular pela cidade "com total confiança".

O traslado começou à tarde, quando uma comitiva de autoridades municipais, em representação do Instituto Nacional de Migração (INM), com acompanhamento da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH, ouvidoria), chegou ao acampamento para apresentar a proposta.

Basulto garantiu que os haitianos terão alimentação, atendimento médico e segurança no abrigo, que será administrado pelo INM. "A ideia de que o Instituto Nacional de Migração o administre é justamente para que seja oferecida a eles uma alternativa de permanência legal no país", explicou o secretário.

A retirada dos haitianos aconteceu horas depois que o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, afirmou que não deseja que seu país se torne "um acampamento de migrantes". O presidente de esquerda também pediu aos Estados Unidos que acelerem a liberação de um fundo anunciado de US$ 4 bilhões para investir nos países de origem dos fluxos migratórios na América Central e também do Sul.

Com informações da AFP