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Yannick Jadot vence candidata feminista e vai representar ecologistas na corrida presidencial francesa

28/09/2021 16h31

O eurodeputado e ativista ambiental Yannick Jadot venceu as primárias organizadas pelo Europe Écologie Les Verts (EELV), o partido ecologista francês, e vai disputar a eleição presidencial em 2022. Ele derrotou nesta terça-feira (28) Sandrine Rousseau, apresentada como uma candidata "ecofeminista".

O eurodeputado e ativista ambiental Yannick Jadot venceu as primárias organizadas pelo Europe Écologie Les Verts (EELV), o partido ecologista francês, e vai disputar a eleição presidencial em 2022. Ele derrotou nesta terça-feira (28) Sandrine Rousseau, apresentada como uma candidata "ecofeminista".

A diferença de votos foi pequena, já que Jadot venceu a disputa com 51,03%, contra 48,97% para sua rival. Mesmo assim, o resultado foi bastante celebrado, principalmente pelos chefes tradicionais do partido, que viam no eurodeputado um candidato que luta por "uma ecologia que reúne a sociedade".

Já Sandrine Rousseau, que fez uma campanha se apresentando como "radical" e "ecofeminista", contava com o apoio de personalidades feministas famosas na França, como a diretora de cinema Céline Sciamma.

Essa não foi a primeira vitória de Jadot. Há cinco anos, ele foi escolhido por seu partido para representar os ecologistas nas eleições presidenciais de 2017, mas decidiu se retirar para apoiar o candidato socialista Benoît Hamon, que na época destacou seu compromisso com o meio ambiente, mas que terminou no primeiro turno com 6,36% dos votos.

Os Verdes agora buscam a liderança, impulsionados pelo terceiro lugar conquistado em 2019 nas eleições para o Parlamento Europeu, onde Jadot é deputado desde 2009, além das conquistas do partido em 2020, com a vitória nas eleições municipais em grandes cidades francesas, como Lyon e Bordeaux.

Mas o candidato ecologista terá como desafio se impor como o principal candidato da esquerda francesa que, como a direita, ainda peca por falta de nomes de peso. Atualmente, além de Emmanuel Macron, apenas os extremos se sobressaem na corrida presidencial, com Marine Le Pen na extrema direita e Jean-Luc Mélenchon, da esquerda radical, bem mais distante nas pesquisas. As sondagens apontam que, se a eleição fosse hoje, o segundo turno seria decidido entre Macron e Le Pen.  

Críticas a Bolsonaro

A vida pública de Jadot começou em 2002, quando assumiu como gerente de campanha do Greenpeace na França. Em 2006, dois anos antes de deixar a ONG, foi condenado por violar os interesses da nação após invadir o perímetro de uma base de submarinos nucleares.

Sua luta contra a globalização o levou ao Parlamento Europeu, em 2009, onde não hesita em denunciar os acordos comerciais da União Europeia (UE) com o Canadá ou os países do Mercosul e o presidente Jair Bolsonaro.

"O acordo com o Mercosul é estruturalmente destrutivo para a Amazônia", disse o ambientalista em 2019, quando criticou Macron que tenta chegar a um acordo com Bolsonaro, que "quer massacrar" este pulmão verde.

Seu programa para chegar ao Palácio do Eliseu inclui taxar as emissões de CO2, a transição energética e a promoção da agricultura sustentável. Ele também defende um mandato único de sete anos.

(Com informações da AFP)