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Com baixo índice de vacinação e alta na taxa de contaminação, Letônia impõe novo toque de recolher

19/10/2021 10h19

O primeiro-ministro da Letônia, Krisjanis Karins, anunciou um toque de recolher de quase um mês devido ao ressurgimento da pandemia em seu país e à baixa taxa de vacinação, a partir de quinta-feira (21). Menos da metade da população recebeu duas doses de imunizante contra a Covid.

O primeiro-ministro da Letônia, Krisjanis Karins, anunciou um toque de recolher de quase um mês devido ao ressurgimento da pandemia em seu país e à baixa taxa de vacinação, a partir de quinta-feira (21). Menos da metade da população recebeu duas doses de imunizante contra a Covid.

"Peço desculpas aos que já foram vacinados, mas as restrições valem para todos", declarou Karins à imprensa após reunião de dez horas com seu gabinete.

 "Ainda há muitas pessoas não vacinadas que estão sendo contaminadas e morrem no hospital", justificou.

As restrições devem começar quinta-feira (21) e se estender até 15 de novembro, com toque de recolher das 20h às 5h. Cafés, cinemas, teatros e salas de concerto vão permanecer fechados, e restaurantes só poderão oferecer comida para viagem.

Apenas lojas de alimentos e produtos básicos poderão permanecer abertas e a maior parte da força de trabalho terá de trabalhar remotamente, com exceção dos setores de construção, transporte e outros serviços que não podem ser feitos à distância.

As escolas também passarão para o ensino à distância, exceto para as crianças mais novas, até o terceiro ano do ensino básico, que poderão continuar a frequentar os estabelecimentos.

Essas medidas provavelmente receberão emendas em outra reunião do governo nesta terça-feira ou na sessão parlamentar de quarta-feira (20), antes de uma votação.

Baixa taxa de vacinação

Menos da metade dos 1,9 milhão de letões receberam as duas doses da vacina Covid, permitindo que a epidemia se desenvolvesse por um mês.

O recorde de contaminação foi quebrado todos os dias da semana passada, com 1.253 novos casos e sete mortes registradas na segunda-feira.

Isso traz um número total de 186.000 infecções e 2.897 mortes desde o início da pandemia.

(com informações da AFP)