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OMS prevê 700 mil mortes a mais por covid na Europa até março de 2022

OMS teme que o avanço da pandemia de coronavírus na Europa provoque 700 mil óbitos adicionais, até março de 2022 - Yanosh_Nemesh/Getty Images
OMS teme que o avanço da pandemia de coronavírus na Europa provoque 700 mil óbitos adicionais, até março de 2022 Imagem: Yanosh_Nemesh/Getty Images

23/11/2021 11h42Atualizada em 24/11/2021 07h55

A Organização Mundial da Saúde (OMS) teme que o avanço da pandemia de coronavírus na Europa provoque 700 mil óbitos adicionais, até março de 2022. Caso a tendência atual persista, o total de mortes por Covid-19 pode chegar a 2,2 milhões no Velho Continente.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira (23), a OMS explicou que há uma previsão de que o serviço hospitalar sofra uma pressão elevada ou extrema em 25 dos 53 países que fazem parte da região até 1º de março de 2022. Já as unidades de terapia intensiva (UTIs) de 49 nações europeias poderão estar comprometidas por essa nova fase da pandemia no Velho Continente.

Para a OMS, o aumento de casos de Covid-19 na Europa tem três principais motivos: a predominância da variante Delta, altamente contagiosa, a cobertura vacinal insuficiente e a flexibilização das medidas contra a doença. Segundo dados oficiais, as mortes relacionadas à pandemia dobraram desde o fim de setembro, passando de 2.100 para 4.200 por dia.

"A situação da Covid-19 através da Europa e da Ásia Central é muito séria. Estamos diante de um inverno que chegará cheio de desafios", afirmou o diretor-geral da OMS para a Europa, Hans Kluge. Ele também fez um apelo para que uma estratégia de vacinação, associada ao uso de máscara, a medidas básicas de higiene e ao distanciamento físico seja adotada.

Mais de 1,5 milhão de mortos

Desde que a pandemia de Covid-19 foi declarada, em março de 2020, a Europa registrou mais de 1,5 milhão de mortes. Segundo a OMS, o uso de máscara pode reduzir 53% a incidência da doença. A generalização de sua proteção a até 95% poderia evitar 160 mil óbitos, até 1° de março de 2022.

Para a OMS não há dúvidas de que a vacinação é a melhor arma contra a pandemia. No entanto, "parece cada vez mais evidente que a proteção induzida pela imunização contra as infecções e formas benignas declina". Por isso, a instituição recomenda a dose de reforço para os mais vulneráveis, inclusive imunodeprimidos.

*Com informações da AFP

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