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Coronavírus

França deve expandir 3ª dose e voltar a obrigar uso de máscara em ruas cheias

Eric Gaillard/Reuters
Imagem: Eric Gaillard/Reuters

24/11/2021 17h39Atualizada em 24/11/2021 18h11

O governo francês vai anunciar nesta quinta-feira (25) novas medidas para enfrentar o aumento de casos de covid-19 em seu território. A expansão da dose de reforço vacinal a todos os maiores de 18 anos, a obrigação do uso de máscaras em lugares fechados e em ruas movimentadas e o aumento no controle do passaporte sanitário são algumas das medidas que devem ser adotadas, segundo fontes oficiais e parlamentares.

O ministro da Saúde, Olivier Verán, vai especificar as medidas durante uma entrevista coletiva no início da tarde de quinta.

Até agora, apenas os maiores de 65 anos, os trabalhadores da saúde e os imunodeprimidos podem tomar o reforço da imunização contra a covid-19. O governo francês decidiu, após a recomendação do comitê científico para a crise sanitária, ampliar a aplicação para todos os adultos e reduzir o intervalo entre doses, que passará de seis para cinco meses.

Além disso, quem já teve covid-19 deverá receber uma segunda dose de imunizante para reforçar sua proteção.

Os franceses terão dois meses para se vacinarem ou perderão o direito ao passaporte sanitário, documento exigido para a entrada em restaurantes, cafés, cinemas, trens de longa distância, entre outros.

Volta da máscara

Após decretar a obrigação do uso de máscaras dentro de escolas, o governo deverá anunciar a volta das máscaras em todos os ambientes internos, mesmo aqueles em que há controle do passaporte sanitário para entrar, como museus ou grandes centros comerciais.

Além disso, o uso de máscara deve ser recomendado em ambientes exteriores, como feiras e ruas movimentadas. A decisão sobre a obrigatoriedade neste caso caberá às secretarias de segurança pública regionais (préfectures), considerando o número de contaminações.

Também deve ser anunciado o reforço da fiscalização feita pela polícia dos passaportes sanitários.

Com mais de 30.000 novos casos registrados na terça-feira, ainda que, por enquanto, seus hospitais não sintam grande aumento na chegada de pacientes, a França teme uma quinta onda incontrolável, como a que já atinge a Áustria, a Bélgica ou a Alemanha.

Itália restringe restaurantes

O governo da Itália decidiu encurtar o intervalo das doses de reforço da vacina contra a covid-19 e adotar novas restrições às pessoas não imunizadas, informou o governo. O país, epicentro do início da epidemia na Europa, registrou nas últimas 24 horas mais de 10 mil novos casos e 83 mortes de covid-19.

"A situação da Itália está em leve e constante piora", alertou o primeiro-ministro, Mario Draghi, ao anunciar as novas medidas.

Todos os italianos maiores de 40 anos poderão receber o reforço cinco meses após a segunda dose. Além disso, o governo italiano decidiu que a partir de 6 de dezembro, as pessoas não vacinadas não poderão entrar em restaurantes, bares, cinemas, teatros, clubes noturnos ou academias de ginástica.

O exame negativo para Covid-19 não servirá mais para entrar em locais de lazer, mas será aceito para trabalhar e usar o transporte público local.

Eslováquia decreta lockdown

A tentativa da França e da Itália é a de evitar novos fechamentos, como tem acontecido em diversos países já duramente afetados pela nova onda de casos.

A Eslováquia, que tem uma das mais altas taxas de infecção pelo coronavírus do mundo, anunciou nesta quarta o fechamento de restaurantes e lojas não essenciais durante duas semanas.

A Eslováquia registrou 944 novos casos de covid-19 por 100.000 habitantes nos últimos sete dias, de acordo com um cálculo da AFP. Esta é a quinta maior taxa de infecção do mundo, depois da Áustria, Eslovênia, República Tcheca e Bélgica.

"Faremos uma nova avaliação em dez dias", disse o ministro da Economia Richard Sulik.

O governo já havia restringido a circulação de não vacinados. Desde segunda-feira, quem não se imunizou só pode entrar em comércios de produtos essenciais, como mercados ou farmácias.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aumento dos casos na Europa se explica pela combinação de três fatores: a maior virulência da variante delta, a vacinação insuficiente e a flexibilização das restrições sanitárias.

(Com informações da AFP)

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