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Polícia francesa derruba rede de prostituição que explorava 30 brasileiras

Cerca de 30 jovens brasileiras teriam sido recrutadas na França, Espanha ou diretamente no Brasil - Getty Images/iStockphoto
Cerca de 30 jovens brasileiras teriam sido recrutadas na França, Espanha ou diretamente no Brasil Imagem: Getty Images/iStockphoto

25/11/2021 18h52

A polícia francesa desmantelou uma rede de prostituição de jovens brasileiras, comandada exclusivamente por cafetões brasileiros, que atuava nas regiões leste e sul da França. Treze pessoas foram detidas para interrogatório na segunda-feira (22), nas cidades de Marselha, Vitrolles, Fos-sur-Mer e Charleville-Mézières. Oito delas já foram indiciadas por proxenetismo e formação de quadrilha com agravante. Dois suspeitos cumprem prisão preventiva.

A polícia francesa desmantelou uma rede de prostituição de jovens brasileiras, comandada exclusivamente por cafetões brasileiros, que atuava nas regiões leste e sul da França. Treze pessoas foram detidas para interrogatório na segunda-feira (22), nas cidades de Marselha, Vitrolles, Fos-sur-Mer e Charleville-Mézières. Oito delas já foram indiciadas por proxenetismo e formação de quadrilha com agravante. Dois suspeitos cumprem prisão preventiva.

A rede de prostituição era liderada por quatro brasileiros que não tinham passagem pela polícia francesa. Eles eram assessorados por ex-prostitutas, que se encarregavam do recrutamento das meninas e da organização dos encontros com os clientes, por meio de chamadas para uma central telefônica. Os anúncios sobre as garotas eram publicados na internet. Cerca de 30 jovens brasileiras teriam sido recrutadas na França, Espanha ou diretamente no Brasil.

As relações sexuais pagas aconteciam em quartos ou apartamentos dedicados à prostituição em várias cidades do sul e do leste do país, como Martigues, Vitrolles, Fos-sur-Mer, Marselha, Charleville-Mézières, Fréjus e Rodez. O canal de TV CNews diz que a rede de proxenetismo estava em plena expansão e gerava lucros para os quatro "gerentes" do negócio.

As brasileiras que se prostituíam tinham de pagar de 250 a 300 euros por semana pelo local de trabalho, o equivalente a cerca de R$ 1.850. No entanto, os cafetões cobravam custos adicionais para cada serviço prestado às mulheres. Elas tinham de pagar ? 20 euros, cerca de R$ 124, pela central telefônica que marcava os passes, uma comissão para viagens, quando o cliente não morava na mesma cidade, taxas de segurança e logística.

Os líderes da quadrilha colocavam até 15 mulheres para dormir num mesmo apartamento, em colchões espalhados pelo chão, relatou um jornalista da emissora CNews. Durante as buscas, os investigadores encontraram ? 20 mil, o equivalente a R$ 124 mil em dinheiro.

Rede atuava há cinco anos

As investigações começaram há um ano, após uma carta de denúncia anônima. Mas a rede de prostituição brasileira atuava há pelo menos cinco anos no território francês. Nesse período, os proxenetas teriam transferido ? 150 mil, o equivamente a R$ 925 mil, para contas na Espanha e no Brasil.

Os policiais encarregados do caso são da Brigada de Repressão ao Proxenetismo da Polícia Judiciária de Marselha. Eles trabalham em colaboração com agentes do grupo de investigação interministerial da região de Provença-Alpes-Côtes-d'Azur.

Cinco brasileiros, que se encontravam detidos sob custódia para interrogatório desde o início da semana, deveriam ser apresentados para um juiz nesta quinta-feira (25).

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