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Vacina da Pfizer neutraliza variante ômicron após três doses, dizem laboratórios

08/12/2021 10h09

A BioNTech e a Pfizer informaram em comunicado conjunto nesta quarta-feira (8) que três doses de sua vacina contra a Covid-19 demonstraram a capacidade de neutralizar os efeitos da nova variante ômicron do coronavírus durante os testes de laboratório.

A BioNTech e a Pfizer informaram em comunicado conjunto nesta quarta-feira (8) que três doses de sua vacina contra a Covid-19 demonstraram a capacidade de neutralizar os efeitos da nova variante ômicron do coronavírus durante os testes de laboratório.

No que constitui a primeira comunicação oficial dos laboratórios produtores da vacina sobre o assunto, os grupos Pfizer e Biontech explicaram em um texto conjunto que uma terceira dose do imunizante (após as duas primeiras) permite um aumento de cerca de 25 vezes nos anticorpos neutralizantes da variante, em comparação com apenas duas doses. Eles acrescentam que, se necessário, poderão desenvolver uma vacina baseada especificamente na variante ômicron até março de 2022.

A eficácia das vacinas disponíveis no mercado contra a nova cepa já vinha sendo cogitada. Na terça-feira (7), o diretor de emergências da OMS, Michael Ryan havia se mostrado confiante.

"Temos vacinas muito eficientes que provaram seu poder contra as variantes até agora, em termos de gravidade da doença e de hospitalização. Não há nenhuma razão para pensar que não será assim" com a ômicron, disse o representante da Organização Mundial da Saúde, apontando para dados preliminares da África do Sul, o primeiro país a detectar a variante, que "sugerem que a vacina aguenta no que diz respeito à proteção".

Apenas duas semanas depois que sua detecção foi anunciada na África do Sul em 24 de novembro, a variante ômicron já foi encontrada em dezenas de países ao redor do mundo.

Os primeiros dados da África do Sul indicam que a nova variante é mais transmissível do que as anteriores, o que não é surpresa para Ryan. "Quando uma nova variante aparece, ela tende a ser mais transmissível porque tem que competir com as variantes anteriores", explicou.