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7 meses

Covid-19: Moradores de metrópole chinesa só poderão sair de casa a cada três dias

Homem usando máscara caminha na região do Banco Popular da China, em Beijing - REUTERS/Jason Lee
Homem usando máscara caminha na região do Banco Popular da China, em Beijing Imagem: REUTERS/Jason Lee

27/12/2021 12h56Atualizada em 27/12/2021 19h26

A cidade chinesa de Xi'an anunciou nesta segunda-feira (27) medidas de controle ainda mais rigorosas para impedir a propagação da Covid-19. Os moradores da metrópole de 13 milhões estão proibidos de dirigir carros e só poderão sair de casa a cada três dias.

Com informações da AFP e de Léo Cirah, correspondente da RFI em Xangai.

Mesmo se a variante ômicron ainda é minoritária na China, o governo local vem impondo restrições para tentar conter uma nova onda de Covid-19 no país que viu nascer a pandemia. Na cidade histórica de Xi'an, conhecida pelas esculturas dos guerreiros de terracota, todos os estabelecimentos comerciais não essenciais estão fechados e os moradores estão confinados há quatro dias.

A circulação de veículos também foi proibida, exceto para os que ajudam nos trabalhos de controle da doença. A polícia e funcionários da área de saúde devem "inspecionar de maneira rigorosa" os carros. Os infratores podem ser condenados a 10 dias de detenção e ao pagamento de multa de 500 yuanes (cerca de R$ 450).

Mas a medida mais extrema diz respeito ao confinamento dos moradores. A partir de agora, apenas uma pessoa por residência pode sair a cada três dias para comprar produtos de primeira necessidade. As autoridades também afirmam que organizam continuamente testes em toda a população.

As autoridades chinesas defendem uma política "zero covid", numa tentativa de controlar o surto, principalmente diante dos Jogos Olímpicos de inverno, que acontecem em pouco mais de um mês em Pequim.

Xi'an registrou 650 casos de Covid-19 desde 9 de dezembro, dos quais 150 foram identificados apenas nesta segunda-feira. Praticamente todos os casos são da variante delta. Os especialistas temem que com a chegada da ômicron, muito mais contagiosa, o país perca o controle da pandemia.

Oficialmente, o balanço na China é de menos de 100 mil casos de Covid-19 e de menos de 5 mil vítimas fatais desde o início da pandemia.

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