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Flexibilização das medidas anticovid na França: "luz no fim do túnel?", pergunta imprensa francesa

21/01/2022 07h03

Entre desconfiança e otimismo, a imprensa francesa desta sexta-feira (21) repercute os anúncios da véspera, feitos pelo primeiro-ministro Jean Castex, sobre o relaxamento das restrições relacionadas à Covid-19 na França, a partir do dia 2 de fevereiro.

Entre desconfiança e otimismo, a imprensa francesa desta sexta-feira (21) repercute os anúncios da véspera, feitos pelo primeiro-ministro Jean Castex, sobre o relaxamento das restrições relacionadas à Covid-19 na França, a partir do dia 2 de fevereiro.

Fim dos limites de público para espetáculos culturais e esportivos a partir do dia 2 de fevereiro. O home office deixa de ser obrigatório de 3 a 4 dias por semana, passando a ser "recomendado". O uso da máscara não será mais obrigatório nas ruas.

Duas semanas depois, dia 16, fica liberado comer e beber nos estádios e transportes públicos. Quem gosta de tomar café de pé, pode voltar a frequentar os balcões de bares. E as discotecas, fechadas desde 10 de dezembro, poderão reabrir.

Antes, a partir da próxima segunda-feira, dia 24 de janeiro, passa a valer o passaporte da vacina, ou seja, obrigatoriedade da imunização para frequentar espaços como restaurantes, salas de espetáculos e academias.

"Finalmente, o fim do túnel?", pergunta o jornal Le Parisien. "Um perfume de liberdade. Apesar de um nível de contaminação ainda muito elevado, o executivo vai relaxar as medidas", relata. Em editorial, o diário fala em "fim do mundo de antes, chegada do mundo "com a Covid-19".

"Cedo demais"

No mesmo jornal, a epidemiologista Catherine Hill, chama as medidas de imprudentes. "Mesmo que as entradas nas UTIs estejam diminuindo, ainda é muito cedo", diz, referindo-se à média de 290 internações por dia na última semana. "O impacto sobre o sistema de saúde não acabou e não vai acabar até o dia 2 de fevereiro", acrescenta. Segundo ela, o risco das novas medidas é que o vírus vai circular mais e isso pode aumentar as contaminações.

"A sorte está lançada", diz Libération. O jornal lembra que a crise sanitária teve um custo muito elevado para a previdência social. O déficit é o maior de todos os tempos - quase € 39 bilhões em 2020. Um equilíbrio das contas deve levar dez anos, estima o Alto Conselho para financiamento da proteção social.

A 80 dias do primeiro turno das eleições presidenciais na França, o jornal Le Figaro retoma as observações da candidata de extrema direita Marine Le Pen. "Uma farsa", disse ela. "Primeiro, o governo pinta um quadro de quase fim de mundo, nos privando de liberdade, e agora diz que vai relaxar algumas das restrições", cutuca Le Pen.