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França suspende projeto para aplicação de 4ª dose de vacina contra covid-19 neste momento

23.nov.2021 - Enfermeira prepara dose da vacina da Pfizer contra a covid-19, na França - Eric Gaillard/Reuters
23.nov.2021 - Enfermeira prepara dose da vacina da Pfizer contra a covid-19, na França Imagem: Eric Gaillard/Reuters

Da RFI*

27/01/2022 12h36Atualizada em 27/01/2022 12h50

As autoridades francesas consideram que a administração de uma 4ª dose da vacina contra a covid-19 não deve ser administrada por enquanto. Para os especialistas, o contexto sanitário atual não justifica a aplicação de uma segunda dose de reforço, como já é o caso em outros países.

Se Israel já lançou sua campanha de 4ª dose da vacina contra a Covid-19 e Chile, Dinamarca, Hungria e Espanha se preparam para adotar a mesma medida, a questão ainda divide na França. De acordo com o Conselho de orientação da estratégia vacinal (COSV na sigla em francês), a segunda dose de reforço não se justifica por enquanto.

"Os dados disponíveis atualmente não indicam a necessidade de um segundo plano vacinal (que corresponderia, concretamente a uma 4ª dose), mesmo se essa questão é legítima em função do contexto atual de forte circulação viral", indicou o COSV em um parecer datando de 19 de janeiro e publicado nesta quinta-feira (27). De acordo com o conselho, a segunda dose de reforço não representa "um benefício individual significativo".

O professor Alain Fischer, presidente do COSV, reconhece que a 4ª dose poderia aumentar o nível de anticorpos das pessoas vacinadas. No entanto, ele diz que ainda não há elementos que confirmem a duração dessa intensificação de anticorpos. Além disso, ele lembra que um segundo reforço melhora a proteção contra a variante ômicron, mas de forma limitada. "Não se deve esperar maravilhas de uma quarta dose", ponderou o responsável pela estratégia vacinal em entrevista ao jornal Le Monde.

Banalização da vacina?

O COSV também teme que a banalização de uma 4ª dose tenha um efeito negativo na campanha da 3ª dose. "Isso poderia ser interpretado como um sinal de ineficácia da vacina na opinião [pública] e induzir a um risco de desengajamento provocado por uma vacinação muito frequente", alerta o conselho.

Por essa razão, Fischer prefere se concentrar por enquanto na campanha da 3ª dose. Mas não descarta mudar a estratégia "em função do surgimento de novos dados científicos". Além disso, o COSV recomenda uma 4ª dose da vacina para aqueles que sofrem de imunodeficiência severa.

Atualmente, a 3ª dose já é exigida da população francesa para validação do passaporte da vacina que dá acesso a uma série de atividades, como teatros, cinemas, bares, restaurantes ou viagens de trens interurbanos. Mais de 34 milhões de pessoas já receberam a dose de reforço na França. O número representa mais da metade da população do país.

(*Com informações da AFP)

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