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Primeiro processo por crime de guerra russo é simbólico e midiatizado, avalia imprensa francesa

19/05/2022 09h48

O primeiro processo por crimes de guerra desde o começo da invasão russa na Ucrânia, que teve início nesta quarta-feira (18), recebe atenção dos principais jornais franceses desta quinta-feira (19). A ação contra um sargento russo é considerada ao mesmo tempo simbólica e extremamente midiatizada.

O primeiro processo por crimes de guerra desde o começo da invasão russa na Ucrânia, que teve início nesta quarta-feira (18), recebe atenção dos principais jornais franceses desta quinta-feira (19). A ação contra um sargento russo é considerada ao mesmo tempo simbólica e extremamente midiatizada.

Esta será a primeira vez que um militar russo será julgado pela morte de um civil, lembra Le Monde. Vadim Shishimarin é acusado de ter matado um comerciante de 62 anos que se deslocava em sua bicicleta, sem portar qualquer arma, em uma cidade próxima à Soumy, em 28 de fevereiro. O diário francês enfatiza que a Ucrânia, que não dispõe de corte especial, já soma mais de 12 mil casos apontados como possíveis crimes de guerra.

Um magistrado ucraniano afirma na reportagem que eles devem ser mais rápidos que os russos para estabelecerem os fatos, antes que os adversários criem sua "versão ficcional". Enquanto o advogado ucraniano do réu destaca que o processo não será um espetáculo, e que tudo está sendo atentamente acompanho pelos órgãos internacionais.

Já o jornal Le Figaro sublinha a frieza deste militar russo de apenas 21 anos, com ar tímido e ainda imberbe, corpo franzino dentro de roupas largas, que teria reconhecido "com voz doce" a integralidade das acusações contra ele.

A publicação acrescenta que este primeiro processo é uma evidente vitória para o governo ucraniano e, mais que isso, uma nova operação em um perfeito esquema de comunicação, sobretudo aos olhos da Corte Penal Internacional.

Simbólico

Para o Libération, este é um processo simbólico e ultra midiatizado de um crime que pode levar à prisão perpétua este réu que alega ter aderido ao conflito para "ajudar sua mãe financeiramente".

Libération enfatiza que este processo é um verdadeiro teste de credibilidade para a justiça ucraniana, quando o mundo inteiro observa cada movimento consciente de suas motivações políticas.