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"História Natural da Destruição", do ucraniano Loznitsa, impacta o Festival de Cannes

24/05/2022 11h46

O último longa-metragem do cineasta ucraniano Sergei Loznitsa foi exibido nessa segunda-feira (23) no Festival de Cannes, fora da competição. "The Natural History of Destruction" (História Natural da Destruição), realizado com imagens de arquivo da Segunda Guerra Mundial, ecoa de uma maneira impactante com o conflito atual na Ucrânia.

O último longa-metragem do cineasta ucraniano Sergei Loznitsa foi exibido nessa segunda-feira (23) no Festival de Cannes, fora da competição. "The Natural History of Destruction" (História Natural da Destruição), realizado com imagens de arquivo da Segunda Guerra Mundial, ecoa de uma maneira impactante com o conflito atual na Ucrânia.

"História Natural da Destruição" é provavelmente o filme mais intenso e impressionante exibido no Festival de Cannes até agora. Sergei Loznitsa começou o projeto em 2018, muito antes da invasão russa na Ucrânia. Mas, por uma questão de financiamento para a aquisição das imagens, o filme chega às telas somente neste momento em que seu país está sendo destruído pelos bombardeios russos.

O documentário é inspirado em uma série de ensaios do autor alemão W.G. Sebald sobre os bombardeios Aliados e do Eixo na Segunda Guerra Mundial. Sem narração e apenas com imagens de arquivo, ele questiona se é moralmente aceitável usar a população civil como instrumento de guerra. "A destruição em massa pode ser justificada em nome de um ideal moral superior"? A questão continua pertinente hoje como era há 80 anos.

Sergei Loznitsa interroga o passado para entender questões mais do que nunca atuais e trágicas. Fazendo filmes de ficção ou documentário, o cineasta ucraniano, autor de "Maidan" e "Donbass", aborda a história da Ucrânia e da Europa, com filmes que resgatam a memória.

O jornal francês Le Monde chamou "História Natural da Destruição" de obra "magistral".

Irmãos Dardenne entram na competição

Os belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne integram a seleta lista dos cineastas já recompensados em Cannes com duas Palmas de Ouro ("Rosetta", em 1999, e "L'Enfant", em 2005). Eles voltam à competição nesta terça-feira com "Tori e Lokita", nono filme da dupla selecionado em Cannes.

O novo longa dos grandes representantes do cinema social europeu é um filme sobre a amizade. Ambientado nos dias de hoje, ele conta a história de um jovem e uma adolescente africanos, que imigraram sozinhos para a Bélgica e usam a força de sua amizade para se opor às difíceis condições de vida no exílio.

"Nostalgia" do italiano Mario Martone, é o segundo filme da competição oficial a ser exibido nesta terça. O longa acompanha o personagem de Felice, que após 40 anos de ausência, volta à Nápoles, sua cidade Natal. Ele redescobre os locais de sua juventude e rememora um passado que o atormenta. "Nostalgia" é o terceiro filme de Mario Martone selecionado em Cannes.