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Novo Parlamento francês faz sessão inaugural e aliada de Macron é favorita à presidência da Casa

28/06/2022 11h20

A imprensa francesa destaca nesta terça-feira (28) o início dos trabalhos da nova Assembleia Nacional de deputados, eleita em 19 de junho. O Parlamento francês terá dez bancadas formadas pelos partidos vencedores das eleições legislativas, indicam os jornais Le Monde e Le Figaro. Pela primeira vez em 64 anos, uma mulher é favorita para presidir o Parlamento.

A imprensa francesa destaca nesta terça-feira (28) o início dos trabalhos da nova Assembleia Nacional de deputados, eleita em 19 de junho. O Parlamento francês terá dez bancadas formadas pelos partidos vencedores das eleições legislativas, indicam os jornais Le Monde e Le Figaro. Pela primeira vez em 64 anos, uma mulher é favorita para presidir o Parlamento.

A sessão inaugural foi aberta às 15h locais (10h de Brasília) com um breve discurso do deputado mais velho do novo plenário, José Gonzalez, 79 anos, eleito no sul da França pelo partido de extrema direita Reunião Nacional. Ele deu as boas-vindas aos demais 576 parlamentares e disse esperar que a nova composição, mais representativa da diversidade dos eleitores, seja uma oportunidade para o país. Em seguida, Gonzalez, que aderiu na década de 1970 à legenda ultranacionalista fundada por Jean-Marie Le Pen, cedeu a palavra aos líderes partidários. 

O partido do presidente Emmanuel Macron, embora tenha eleito 245 deputados, perdeu a maioria absoluta na Assembleia e, por isso, terá de ceder a direção da poderosa Comissão de Finanças à oposição. O grupo, encarregado de examinar o Orçamento do Estado, deverá ser dirigido por um parlamentar da extrema direita ou do partido da esquerda radical França Insubmissa. 

Assembleia pode ter uma mulher na presidência

Pela primeira vez em 64 anos, a presidência do Parlamento pode ser atribuída a uma mulher. A deputada do partido governista Yael Braun-Pivet é favorita para o cargo. A escolha da parlamentar de 51 anos, eleita pela sigla Renascimento do presidente Emmanuel Macron, é consensual entre opositores. Atualmente, ela ocupa o cargo de ministra dos Territórios Ultramarinos franceses, mas deve abrir mão dessa função, caso tenha seu nome confirmado, e se tornar a quarta autoridade na linha de sucessão da República Francesa.  

Pivet, uma advogada especialista em direito penal, estreou na política há apenas cinco anos, mas é reconhecida pelos colegas de oposição como uma mulher aberta, articulada, bem-humorada e persistente na defesa dos interesses dos franceses, diz o jornal Libération. O diário recorda "os primeiros passos caóticos" da parlamentar, marcados pela inexperiência sobre o funcionamento da Assembleia. Com o tempo, Pivet demonstrou grande capacidade de articulação política e conquistou a simpatia dos colegas de plenário.  

As legendas de oposição travam uma batalha para conquistar a direção da maioria das comissões, mas como o partido do presidente Macron ainda conta com o maior número de eleitos, é provável que a maior dificuldade do governo se restrinja à Comissão de Finanças, sublinha o Le Figaro