PUBLICIDADE
Topo

França tem quase 150 mil novos casos de Covid em 24 horas: "Voltamos para a vida de antes, mas o vírus continuou a circular"

29/06/2022 15h38

O novo aumento de casos de Covid-19 pelo mundo aponta que a pandemia de coronavírus ainda não chegou ao fim. No entanto, os cuidados mudaram. Para o epidemiologista francês Yves Buisson, presidente do grupo Covid-19 da Academia Nacional de Medicina, a estratégia de prevenção da doença neste momento deve ter como alvo idosos e pessoas mais vulneráveis, que devem voltar a usar máscara PFF2 em locais públicos ou fechados e tomar um reforço da vacina.

O novo aumento de casos de Covid-19 pelo mundo aponta que a pandemia de coronavírus ainda não chegou ao fim. No entanto, os cuidados mudaram. Para o epidemiologista francês Yves Buisson, presidente do grupo Covid-19 da Academia Nacional de Medicina, a estratégia de prevenção da doença neste momento deve ter como alvo idosos e pessoas mais vulneráveis, que devem voltar a usar máscara PFF2 em locais públicos ou fechados e tomar um reforço da vacina.

Com informações de Jean-Baptiste Marot, da RFI

A França marcou um novo pico de contaminações na terça-feira (28), quando a agência pública de saúde registrou mais de 147 mil novos casos de coronavírus em apenas 24 horas, um aumento de 54% no número de contaminados em sete dias. Nesta quarta-feira o saldo foi de mais de 124 mil novas ocorrências. 

A alta não acontece apenas no país europeu. No mundo, foram contabilizados 960 mil novos pacientes na mesma data, de acordo com o site Our World Data. Esse é o número mais alto desde abril.

A nova onda de transmissão, segundo o epidemiologista, pode ser explicada pelo abandono das medidas de proteção, como o uso de máscaras, e de políticas de contenção, como a obrigatoriedade do passaporte vacinal em alguns países.

"Essas informações foram recebidas como se marcassem o fim da pandemia, como se não houvessem mais precauções a se tomar. Voltamos para a vida de antes da pandemia, sendo que o vírus continuou a circular", afirma Buisson.

Além disso, a capacidade de rápida transmissão das subvariantes da ômicron em circulação (BA4 e BA5) e seu potencial de escape da defesa imunitária são razões para estarmos vivendo uma alta de casos mesmo entre pessoas vacinadas. "Essas variantes têm um grande alcance de transmissão e como não colocamos qualquer barreira a este contágio, o vírus aproveita", esclarece Buisson.

Dose de reforço é fundamental

Diante dessa nova onda, no entanto, o médico considera que não é necessário neste momento voltar aos mesmos cuidados adotados anteriormente na pandemia.

"Antes era preciso que todo mundo utilizasse máscaras em locais públicos ou fechados, e o objetivo era evitar a circulação do vírus por alguém que não sabia estar contaminado. Agora, a ideia é que as pessoas mais vulneráveis, por ter alguma comorbidade ou por conta de sua idade, usem uma máscara PFF2 para se proteger", recomenda.

O médico afirma que, com o grande contingente de pessoas protegidas, os casos têm sido menos graves entre jovens e pacientes saudáveis. Mas salienta a importância da dose de reforço da vacina.

"Há duas formas de se proteger, usar uma máscara PFF2 e tomar o reforço da vacina, sobretudo as pessoas com mais de 60 anos. Precisamos que todas as pessoas elegíveis à quarta dose tomem o reforço", insiste.

Ele lembra que o reforço vacinal não é garantia de não ser contaminado, mas proteção contra "as formas graves da doença e contra a hospitalização. Este é o objetivo".