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"Não pague!": Diante da inflação, britânicos fazem campanha por inadimplência

Quase 110 mil pessoas planejam cancelar seus débitos automáticos para protestarem contra a alta dos preços da energia Imagem: Getty Images

Sidonie Gaucher, correspondente da RFI em Londres

15/08/2022 12h43Atualizada em 15/08/2022 12h57

Um movimento de desobediência civil está ganhando força no Reino Unido. Milhares de consumidores assinaram uma promessa de não pagarem suas contas de energia a partir de outubro se nada for implementado para combater o forte aumento dos preços.

Por princípio, por falta de recursos, para denunciar o sentimento de injustiça ou à espera de uma solução: por todos esses motivos, a participação na campanha "Don't pay!" (Não pague, em tradução livre) está a todo vapor. Quase 110 mil pessoas planejam cancelar seus débitos automáticos para protestarem contra a alta dos preços da energia.

Por um lado, as instituições estão preocupadas com a possibilidade de dívidas pesadas, já que a precaridade energética pode afetar 12 milhões de pessoas, o dobro do número atual. Por outro lado, o Ofgem, o regulador de energia, alerta para o risco de corte de gás e eletricidade.

Estima-se que as contas cheguem a cerca de £ 3,5 mil (cerca de R$ 21,5 mil) por ano para uma família média no outono europeu. Este seria um aumento de 300% em relação a outubro do ano passado. Em janeiro, as contas podem chegar a uma média anual de £ 5 mil. Esta é a maior inflação no Reino Unido em mais de 40 anos.

O ex-primeiro-ministro Gordon Brown publicou um artigo de opinião no jornal The Guardian pedindo que as empresas de energia que não possam baixar seus preços temporariamente voltem a ser concessionárias de serviços públicos.

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