Programa da extrema direita levaria França a uma catástrofe ecológica, diz jornal

As eleições legislativas continuam a ser destaque na imprensa francesa nesta sexta-feira (21). Dessa vez, os jornais se interessam pelo programa da extrema direita para o meio ambiente e pelo voto dos jovens.

Se o programa da extrema direita para o meio ambiente fosse aplicado, a França viveria uma catástrofe ecológica, diz Libération. Entre as medidas destacadas pelo jornal estão a luta contra as eólicas, a promoção de energias fósseis e a defesa dos agrotóxicos. Em caso de vitória do Reunião Nacional (RN), as preocupações com o meio ambiente e a luta contra as mudanças climáticas passariam para segundo plano.

O jornal lembra que, nos últimos meses, vários deputados do partido fizeram declarações claramente negacionistas sobre as mudanças climáticas, questionando os relatórios dos especialistas do IPCC - Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.

Para o especialista em política Simon Persico entrevistado pelo jornal, a extrema direita se opõe às reformas ecológicas, porque elas incomodam seus eleitores.

Voto dos jovens

O jornal católico La Croix se interessa pelo voto dos jovens. Somente um terço deles votou nas eleições europeias, lembra o jornal, mas a vitória da extrema direita causou um "eletrochoque político" em muitos eleitores entre 18 e 34 anos, diz a publicação, que se preparam para votar em 30 de junho e 7 de julho.

De acordo com pesquisas citadas pelo jornal, os jovens estão polarizados entre extremos políticos. Nas eleições europeias de 9 de junho, 33% entre votaram pelo partido de esquerda radical A França Insubmissa e 25% pelo Reunião Nacional. Somente 8% votou pelo grupo centrista Renascimento, do presidente Emmanuel Macron.

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O Les Echos analisa a estratégia de discrição de Emmanuel Macron desde a dissolução da Assembleia Nacional e a convocação de eleições antecipadas, colocando primeiro-ministro Gabriel Attal como chefe da campanha de seu partido. O objetivo agora é mostrar que a esquerda não conseguiria vencer a extrema direita no segundo turno e que a solução é votar nos liberais de centro representados pelo partido do presidente.

Com base em uma pesquisa de intenções de voto, o Le Figaro prevê como deveria ser a futura Assembleia Nacional, a união da extrema direita com a direita conservadora conseguiria 34% dos votos, seguida pela união da esquerda, a Frente Popular, com 29% e o partido de centro do presidente Emmanuel Macron ficaria com 22% dos votos.

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