Amorim viaja na sexta-feira ao Haiti para avaliar andamento de ajuda

Da Reuters No Rio de Janeiro

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, anunciou que viajará para o Haiti na sexta-feira para acompanhar de perto como estão sendo feitos o apoio militar e a ajuda humanitária aos haitianos afetados por um terremoto de magnitude 7 que devastou o país na semana passada.

Amorim disse que terá encontros com militares brasileiros que comandam as tropas da Minustah, a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no país, além de outras autoridades.

O chanceler voltou a negar que haja uma disputa entre brasileiros e norte-americanos pelo comando da operação de ajuda às vítimas da tragédia. Segundo ele, os papeis de Brasil e Estados Unidos estão bem definidos, mas ressalvou que será possível conferir de perto como está funcionando essa parceria em sua viagem ao Haiti.

"Acho que as coisas têm evoluído de maneira positiva, apesar de todas as dificuldades... A ação humanitária está se desenvolvendo na prática", disse Amorim a jornalistas.

"Fez-se muito barulho em torno de eventuais rivalidades e suposições mesquinhas de que o Brasil estaria disputando liderança com os Estados Unidos. Não estamos disputando liderança com ninguém", afirmou.

"O Brasil desempenha seu papel dentro da Minustah e os Estados Unidos estão mandando forças que estão dando ajuda efetiva na parte humanitária. Mas a ida para lá me permitirá ver melhor", acrescentou.

O ministro participou de uma cerimônia em homenagem ao diplomata brasileiro Luiz Carlos da Costa, segundo civil na hierarquia da Minustah, que morreu por conta do terremoto no Haiti.

O chanceler afirmou que Costa era uma referência dentro da ONU e que seu nome ficará marcado na história. "É muito triste para nós, em menos de sete anos, perder Sérgio Vieira de Mello e Luiz Carlos da Costa", disse Amorim.

O diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello morreu num atentando contra a missão da ONU em Bagdá, capital do Iraque, em 2003.

Além de Luiz Carlos da Costa, outros 20 brasileiros também morreram por conta do terremoto no Haiti, entre eles 18 militares que serviam na Minustah. A fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, a médica Zilda Arns, e uma mulher que tem dupla nacionalidade e cuja identidade não foi revelada também perderam a vida. Ao menos mais um brasileiro está desaparecido após a tragédia, segundo o Itamaraty.

Autoridades haitianas estimam que entre 100 mil e 200 mil pessoas tenham morrido no tremor da semana passada, que deixou em ruínas a capital haitiana, Porto Príncipe.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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