Um mês depois do terremoto, problemas emergenciais do Haiti ainda não foram resolvidos

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Um mês depois do terremoto de 7 graus na escala Richter que devastou o país no dia 12 de janeiro, o Haiti ainda luta para se reconstruir. A ONU (Organização das Nações Unidas) diz que muitos problemas emergenciais ainda não tenham sido resolvidos, apesar de todo o envolvimento internacional. O saneamento básico ainda é praticamente inexistente e é quase inevitável o aparecimento de focos de doenças. Em meio ao entulho, que permanece empilhado nas ruas de Porto Príncipe, a população tenta retomar a vida, parcialmente destruída com a tragédia.

"É difícil acreditar que quatro semanas depois do tremor, tantas pessoas vivam ainda debaixo de lençóis nos acampamentos e nas ruas", assinalou em comunicado o presidente internacional da Médicos sem Fronteiras, Chistophe Fournier.

O tremor deixou um rastro de destruição: mais de 200 mil mortos; 300 mil feridos; 1,2 milhão desalojados; e mais de 700 mil desabrigados. 30 dias depois, a situação está longe de estar sob controle e o alto número de pessoas sem casa é a principal razão da revolta de muitas entidades de ajuda que estão no país. Agora o maior temor é a chegada da época de chuvas no mês de março quando há grandes chances de rios transbordarem e encostas desmoronarem.

Um aspecto importante na reconstrução do país é tentar atenuar as sequelas nas crianças e adolescentes, já que 40% da população haitiana é constituída por menores de 14 anos, e grande parte das crianças perdeu suas famílias na tragédia, segundo a Unicef.

Outro desafio é evitar que em meio ao caos, os grupos criminosos se reorganizem, já que cinco mil dos oito mil detentos que ocupavam as prisões do Haiti conseguiram fugir após o terremoto e apenas 200 foram recapturados.

Homenagem
Milhares de pessoas se reuniram nesta sexta-feira (12) em um culto ecumênico em Porto Príncipe para relembrar a tragédia. Líderes religiosos das comunidades locais participaram da cerimônia no Palácio Nacional, também destruído pelo tremor. Os organizadores da cerimônia pediram que os haitianos vestissem roupas pretas ou brancas em respeito aos mortos.

Países que mais doaram ao Haiti

Ranking Países Valor das doações
EUA US$ 168 milhões
Canadá US$ 131 milhões
Espanha US$ 45 milhões
Reino Unido US$ 32 milhões
França US$ 31 milhões
Suécia US$ 23 milhões
Alemanha US$ 20 milhões
Brasil US$ 15 milhões
Austrália US$ 14 milhões
10º China US$ 13 milhões

Além da presença de milhares de pessoas no culto, alto-falantes foram instalados para que a cerimônia e os hinos religiosos pudessem ser ouvidos por toda a cidade em ruínas.

"Deus é minha única esperança, perdi toda minha família, estou sozinho, a única coisa que sobrou para mim foi Deus", disse o morador local William Roselm à agência de notícias Associated Press.

Religiosidade aumenta após tragédia
Correspondentes no Haiti dizem que, desde o terremoto, o fervor religioso tem aumentado bastante no país, incentivado pela grande quantidade de ajuda que chega à região por meio de missões evangélicas.

Cientologistas, mórmons, batistas, católicos, testemunhas de Jeová e outros missionários enviaram missões ao Haiti, junto com comida para os desabrigados, e ofereceram ajuda médica e espiritual para os haitianos que vivem em acampamentos improvisados.

 Fonte das doações: Relief Web, Guardian Datablog, OECD (jan/2010)

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