Brasil vai doar mais US$ 172 milhões ao Haiti, diz Amorim em reunião da ONU

Renata Giraldi

Da Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou hoje (31) que o Brasil pretende doar mais US$ 172 milhões ao Haiti. Amorim fez o anúncio durante a Conferência de Doadores por um Novo Futuro para o Haiti, em Nova York, promovida pelas Organização das Nações Unidas (ONU). Na reunião, o chanceler apelou ainda que a comunidade internacional apoie as instituições políticas no país com o objetivo de dar perspectivas de longo prazo aos haitianos.

Ban Ki-moon pede apoio de países a plano de ajuda

O secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon, pediu hoje, ao abrir a conferência internacional de doações em prol do Haiti, em Nova York (EUA), que a comunidade internacional contribua para o "ambicioso" plano de US$ 3,9 bilhões destinado à reconstrução do país caribenho, devastado por um terremoto no começo do ano

Do dinheiro que o Brasil doará ao Haiti, 94% vão ser destinados aos programas de saúde, de atendimento à população e aos hospitais e a tratamentos médicos em geral. Amorim afirmou que mais US$ 15 milhões serão repassados ao governo do presidente do Haiti, René Préval, para colaborar no orçamento geral do país.

O Brasil ocupa a co-presidência do evento ao lado do Canadá, da França e da Espanha. O objetivo da conferência é arrecadar cerca de US$ 3,8 bilhões de ajuda para o Haiti. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu para que a comunidade internacional coopere com o país vizinho.

Amorim defendeu ainda que a estabilidade política e econômica do Haiti está diretamente relacionada ao respeito aos direitos humanos e à qualidade de vida da população. O ministro lembrou que ele e vários integrantes do governo brasileiro estiveram no país caribenho para verificar de perto as necessidades mais urgentes.

O chanceler destacou que, desde o terremoto do dia 12 de janeiro, o governo do Brasil repassou cerca de US$ 167 milhões aos haitianos para projetos de curto prazo. Ele lembrou que o país tem necessidades urgentes.

Uma das preocupações do governo brasileiro é a aproximação do período da chuva e suas consequências no Haiti, cuja maior parte da população está abrigada de forma provisória. Amorim destacou a presença dos militares brasileiros desde o envio das forças de paz da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) ao país e como eles atuam em diferentes setores – engenharia, segurança e assistência à população.

Dados preliminares das Nações Unidas indicam que serão necessários, no mínimo, US$ 3,5 bilhões para a reconstrução do Haiti, podendo chegar a US$ 11,5 bilhões, se for considerada toda a próxima década. A estimativa é que cerca de US$ 4 bilhões serão aplicados em projetos e programas específicos nos próximos 18 meses. Há ainda a ideia de criar um fundo específico para o Haiti, que deverá ter os recursos investidos na próxima década.

O terremoto do dia 12 de janeiro, de 7 graus de magnitude na escala Richter, devastou o país. O número de mortos chega a 222 mil e o de desabrigados, a 1,3 milhão. As autoridades se queixam que prédios públicos e institucionais também foram destruídos. As dificuldades em torno da reorganização do Haiti aumentam devido à falta de condições físicas e burocráticas para reconstruir o país.

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