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23/02/2004 - 06h43
Censura e comissão de frente apimentam desfile da Grande Rio

Por Vanessa Stelzer

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Joãosinho Trinta gosta de polêmica, inovação e levitação. Ele já mostrou isso em outros Carnavais e em 2004 tentou se superar, no desfile da Grande Rio, da qual é carnavalesco.

Com o enredo "Vamos vestir a camisinha, meu amor", ele levou para a Sapucaí uma comissão de frente que encantou e arrancou aplausos do público, e carros alegóricos cobertos ou auto-intulados censurados.

A comissão de frente era composta por casais, os homens vestidos apenas com calça e as mulheres usando maiôs --ambos de cores escuras--, realizando umac oreografia muito bem ensaiada e que testou ao máximo a flexibilidade dos dançarinos.

Um grande globo prateado seguia logo atrás, puxado por quatro homens. O globo parava, subia, se abria ao meio e revelava um homem, que também se elevava, para depois descer na avenida.

O homem trajava apenas calças, mas suas costas eram pintadas como uma serpente, a de Adão e Eva, personagens bíblicos que se entregaram ao pecado. A primeira polêmica: os casais se beijavam na boca, inclusive os do mesmo sexo.

Logo depois, um carro alegórico estava completamente coberto por um plástico preto, que trazia em grandes letras vermelhas: "censurado" -- eram as esculturas do Kama Sutra. Outro carro foi parcialmente coberto por panos verdes e cartazes com os mesmos dizeres.

Segundo um dos organizadores, o "Portal do Kama Sutra," que mostrava estátuas em posição considerada indecente pela igreja, foi coberto por decisão judicial.

Outra estátua que causou polêmica --a que mostrava Adão e Eva simulando o ato sexual-- foi coberta com um pano dourado, que lembrava um lençol. Um outro carro trouxe casais em camas espelhadas.

Na dispersão, Joãosinho Trinta disse estar "otimista, todo mundo trabalhou bem, vamos ver (se ganha)".

Questionado sobre se os carros cobertos queriam propositadamente causar polêmica, ele desconversou e não respondeu.

Em outro ano, um episódio semelhante ocorreu. Um boneco de Cristo mendigo foi impedido de desfilar e teve que entrar coberto na avenida. O acontecimento trouxe publicidade e reforçou a fama do carnavalesco.

Muitas alas da Grande Rio representaram o perigo de não usar a camisinha: a morte-com direito a capuz e foice, além de doentes, que 'morriam' durante o desfile.

Uma passista desfilou grávida de bíquini. Na parte de trás de vários carros alegóricos, camisinhas gigantes davam o recado da escola ao público: "se quiser ter prazer carnal, é bom se proteger do mal."

A escola trouxe ainda homossexuais, drag queens e muita lingerie.

Entre os famosos que desfilaram pela escola estavam os atores Raul Gazola e Miguel Falabela, o apresentador Max Fivelinha e o casal global Daniela Escobar e Jayme Monjardim.

O apresentador Chacrinha foi lembrado pela segunda vez na noite --a primeira foi em uma homenagem da São Clemente. A Grande Rio usou em seu enredo o bordão "bota a camisinha, bota meu amor" em seu enredo e dedicou um carro a ele.

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