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25/03/2004 - 12h36
Natura confirma ingresso na bolsa



Vanessa Adachi | Valor Econômico



SÃO PAULO - A fabricante de cosméticos Natura pediu, na terça-feira, autorização à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para lançar ações no mercado.

Em um breve comunicado, a companhia diz que formalizou a sua intenção de ingressar na bolsa, confirmando informação antecipada pelo Valor em janeiro. O pedido de registro na CVM foi feito na própria terça-feira.

A nota acrescenta que o ingresso se dará via o Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Isso quer dizer, entre outras coisas, que a empresa lançará apenas ações ordinárias (com direito a voto). O Novo Mercado é o segmento da Bovespa que oferece mais vantagens em termos de boa governança corporativa aos acionistas minoritários. As regras são mais rígidas do que a legislação exige. Por exemplo, em caso de venda do controle acionário, os minoritários têm direitos iguais aos dos acionistas majoritários (tag along). Pela lei, o comprador é obrigado a pagar ao minoritário apenas 80% do valor ofertado ao controlador.

A emissão da Natura está sob a liderança do banco UBS. Trabalham ainda na operação o Pactual e o Itaú BBA.

Atualmente, há pedidos de registro de lançamento de ações de três empresas em análise pela CVM. Além da Natura, a concessionária de rodovias CCR e a empresa de logística ALL. No caso, da CCR, trata-se de um segundo acesso ao mercado acionário. A ALL e a Natura farão ofertas públicas iniciais. Desde que a CCR ingressou no mercado, em 2001, não ocorrem ofertas iniciais na bolsa brasileira.

A operação da ALL, que também optou pelo Novo Mercado, está à cargo dos bancos Merrill Lynch, Pactual e Unibanco. Além dessas, outra companhia que está em estágio avançado de análise para abertura de capital e emissão de ações é a Gol. A empresa aérea escalou os bancos Morgan Stanley e Unibanco para a tarefa.

A expectativa de profissionais envolvidos nas operações é de que alguma dessas ofertas saia ainda neste primeiro semestre.

As emissões deverão ter uma tranche internacional, que poderá ser pública ou privada. A presença de instituições estrangeiras entre os coordenadores das ofertas só reforça essa percepção. Segundo estimativas de executivos de bancos, os lançamentos deverão ser de, no mínimo, US$ 150 milhões, para atrair o interesse de investidores de porte.















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