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04/06/2004 - 12h22
Nino Manfredi, o rei da comédia italiana, morre aos 83 anos


» Veja a filmografia do ator

ROMA, 4 jun (AFP) - Nino Manfredi, que morreu esta sexta-feira aos 83 anos, era o último representante de uma geração fabulosa de atores, cujo talento fez escola e espalhou a comédia italiana por todo mundo entre os anos 50 e 70.

Ator, diretor e roteirista, Manfredi foi companheiro de outros grandes da comédia italiana, Toto, Ugo Tognazzi, Vittorio Gassman, Alberto Sordi, associados à direção de grandes cineastas como Dino Risi, Mario Monicelli e Ettore Scola.

Assim como eles, Manfredi nunca foi afetado pela crise do cinema italiano e também fazia seu público rir com uma sátira sem complexos da Itália.

Sedutor do bairro, aprendiz de golpista ou imigrante ingênuo, os personagens de Nino Manfredi retratam o "homenzinho italiano simpático, não muito inteligente, mas astuto (...), que nasceu para ser vítima, mas que nunca foi, graças à sua riqueza interior", definiu o diretor Ettore Scola, sob cuja batuta trabalhou muitas vezes ("Nós, que nos amávamos tanto" e "Feios, sujos e malvados").

De origem modesta, nascido em 22 de março de 1921 em Castro di Volsci (região de Roma), Saturnino Manfredi graduou-se em Direito para satisfazer seus pais, antes de se dedicar ao teatro.

Formou-se na Academia Nacional de Arte Dramática de Roma (1947) e trabalhou no famoso Piccolo Teatro de Milão, destacando-se no início de sua carreira em papéis do repertório clássico teatral, de Shakespeare a Pirandello.

"O Piccolo de Milão era como um templo, pura arte. Saí porque ali não podíamos rir", disse numa entrevista que concedeu quando tinha 50 anos.

Manfredi fez, então, sua escolha pelo cinema, estreando na telona em "Monastero di Santa Chiara" (1949), de Mario Sequi.

Seu início no cinema também foi modesto, freqüentemente trabalhando como dublador de atores estrangeiros. Esperou até 1959 para obter seu primeiro papel grande, em "Esta noite eu caso com a Lua", de Gianni Puccini, filme no qual também foi roteirista.

Sua filmografia soma cem filmes, entre eles verdadeiros clássicos do cinema italiano, como o já citado "Nós que nos Amávamos tanto", de Scola, e "Pão e Chocolate", de Franco Brusati, e do cinema espanhol, com "El verdugo", de Luis García Berlanga, além de muitos papéis magníficos, como o Geppetto em "Pinóquio e suas aventuras", filme dirigido por Luigi Comencini em 1971.

Manfredi também atuou como cineasta, dirigindo "L'aventura di un soldato", uma das histórias do filme "L'amore Difficile", de 1962, "Per Grazia Ricevuta", de 1971, e "Nudo di Donna", de 1981.

Nos anos 80, voltou ao teatro como autor, diretor e intérprete em "Viva gli sposi!" (1984) e "Gente di facili costumi" (1988).

Também trabalhou para a TV em duas séries, "Un commissario a Roma" (1993) e "Linda e il brigadieri" (1997).

Seu último longa-metragem, "La fine di un misterio", do cineasta espanhol Miguel Hermoso, será apresentado na próxima Mostra de Veneza (27 de agosto-6 de setembro), onde Nino Manfredi deveria receber o prêmio Bianchi pelo conjunto da obra.

"Manfredi nos fez rir, isto é o que conta", dizia de si mesmo.

Nino Manfredi teve quatro filhos, três nascidos de sua união com sua mulher, Erminia, e um de uma relação curta que teve com uma tradutora na Bulgária.

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