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04/08/2004 - 20h33
Morre o fotógrafo Henri Cartier-Bresson, um mestre da fotografia

ATENÇÃO - correção no lead. Cartier-Bresson morreu terça-feira PARIS, 4 ago (AFP) - Henri Cartier-Bresson, um dos grandes mestres da fotografia do século XX, morreu aos 95 anos terça-feira em sua casa de "Le Clos" em Isle-sur-la-Sorgue (Vaucluse, sul da França), informou uma pessoa ligada à família.

O enterro foi realizado nesta quarta-feira.

Nascido em Chanteloup (Seine-et-Marne, perto de Paris), filho de um industrial, o fotógrafo se impôs com um estilo intimista, sempre em branco e preto, que o transformou no mestre indiscutível da escola francesa de fotografia.

Da Guerra Civil espanhola à Revolução Chinesa, da Índia ao sul dos Estados Unidos, de Truman a De Gaulle, de Faulkner a Picasso, poucos acontecimentos ou grandes personalidades da história escaparam à lente de Leica.

Fotógrafo humanista, sempre em sintonia com o objeto de suas fotos, apesar da composição rigorosa sobrepor a emoção, Henri Cartier-Bresson, que foi repórter fotográfico durante muito tempo, fundou em 1947, ao lado de Robert Capa e outros profissionais, a agência de fotos Magnum.

Estudou pintura antes de dedicar-se à fotografia. Em 1931 publicou sua primeira reportagem gráfica profissional pela agência "Vu".

Percorreu o mundo e, em 1936, fez um documentário sobre hospitais da Espanha republicana. Chegou, inclusive, a ser assistente do cineasta Jean Renoir.

Convocado em 1939, caiu prisioneiro em 1940 e, depois de fugir em 1943, se uniu à Resistência. Depois da guerra, fez seu segundo documentário, "Le Retour" (1945). Dois anos mais tarde, uma exposição em homenagem a Nova York o lançou à fama aos 39 anos de idade.

Desde então, Henri Cartier-Bresson se dividiu entre reportagens, publicações e grandes exposições.

Primeiro fotógrafo ocidental admitido na antiga URSS, em 1954, publicou nesse ano "Danses à Bali" e "D'une Chine à l'autre". A esses álbuns se seguiram vinte outros títulos, sendo que o mais recente é "Paysages", de 2001.

Henri Cartier-Bresson, que sempre se negou a dissociar a pintura e a fotografia, voltou a desenhar nos anos 70 e, em 1981, recebeu o Grande Prêmio Nacional de Fotografia.

Sua obra, preservada desde 2003 por uma fundação em Paris que leva seu nome, também é conhecida no mundo inteiro graças às inúmeras exposições que realizou. "Cartier-Bresson foi um dos maiores fotógrafos de nosso tempo", declarou o ministro da Cultura da França, Renaud Donnedieu de Vabres, exaltando o "espírito independente e não-conformista" do artista.

"Ele foi tanto um grande artista quanto um grande repórter, um humanista e uma testemunha do século XX, que viajou pelo mundo com uma incansável paixão", acrescentou.

A Cartier-Bresson pertencia a noção do "momento decisivo" na fotografia, que ele descrevia como "o reconhecimento simultâneo, numa fração de segundo, do significado de um evento assim como da precisa organização de formas que dão a esse evento sua própria expressão".

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