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22/08/2004 - 13h51
"O Grito", um dos quadros mais famosos do mundo, é roubado na Noruega

OSLO, 22 Ago (AFP) - Um dos quadros mais famosos do mundo, "O Grito", do pintor norueguês Edvard Munch (1863-1944), foi roubado neste domingo em plena luz do dia do museu Munch de Oslo, de onde três indivíduos armados e mascarados levaram também "Madonna", outra obra do mesmo artista, informou a polícia norueguesa.

"O Grito" - uma representação da angústia moderna, que é considerado uma das obras fundamentais do expressionismo - "foi roubado à mão armada" pouco depois da abertura do museu, segundo um oficial da polícia.

"Posso confirmar que houve roubo à mão armada. Os criminosos ameaçaram um empregado com uma arma e levaram as obras", declarou à AFP Hilde Walssoe, responsável da polícia de Oslo.

"Os indivíduos, armados e com o rosto coberto, usaram um veículo preto na fuga", acrescentou a fonte.

Contatado pela AFP, o museu Munch confirmou o roubo das duas obras, mas não fez comentários a respeito.

Algumas testemunhas se declararam surpresas com as poucas medidas de segurança em torno das duas obras mais importantes do museu.

Segundo elas, os ladrões simplesmente retiraram os quadros da parede, sem que nenhum alarme fosse ativado.

"O que é surpreendente é que os dois quadros estavam pendurados por fios finos logo na primeira sala, a mais próxima da saída", disse Francois Castang, produtor de uma rádio francesa que estava no museu Munch no momento do roubo.

"Não havia controle algum, nenhum sistema de segurança, nenhum alarme" acrescentou.

"Não escutamos nenhum alarme, e demorou um bom tempo até que a polícia chegasse", disseram dois turistas americanos, Mary Assiliou e sua filha Mary, citados pela agência norueguesa NTB.

No entanto, um porta-voz da polícia norueguesa, respondendo às críticas, afirmou que "O Grito" estava conectado a um sistema de "alarme silencioso".

Na caçada aos ladrões, a polícia de Oslo acionou os serviços de segurança nos aeroportos e nas fronteiras.

"O Grito", que retrata o rosto de um homem sobre uma ponte, desfigurado pela angústia, tem um grande valor.

Uma versão da obra (Munch pintou quatro exemplares) foi roubada há dez anos, durante os Jogos Olímpicos de inverno em Oslo, mas foi recuperada pouco depois.

"Não estamos protegendo suficientemente nossos tesouros culturais", lamentou a ministra norueguesa da Cultura, Valgerd Svarstad Haugland, que disse estar "comovida" com o roubo das obras.

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