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27/10/2004 - 16h18
Cientistas acham restos de humanos do tamanho de hobbits

Por Patricia Reaney

LONDRES (Reuters) - Cientistas australianos encontraram o esqueleto parcial de uma nova espécie de seres humanos do tamanho de hobbits, que viveu há cerca de 18 mil anos numa ilha da Indonésia. A descoberta acrescenta mais uma peça ao complexo quebra-cabeça da evolução humana.

Os restos do Homo floresiensis encontrados numa caverna na ilha de Flores pertencem a uma mulher adulta de 1 metro de altura, com o cérebro do tamanho do de um chimpanzé. A espécie tem diferenças significativas em relação ao ser humano moderno.

A criatura dividia a ilha isolada, ao leste de Java, com mini-elefantes e dragões de Komodo. Ela andava na posição ereta e provavelmente evoluiu para o tamanho pequeno por causa das condições ambientais. É possível que ela tenha coexistido com os humanos modernos por milhares de anos, isolada na ilha.

"É uma descoberta incrivelmente importante", disse o professor Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres, numa entrevista coletiva na quarta-feira. "Coloca em questão todas as noções sobre o que nos torna humanos".

Peter Brown, da Universidade da Nova Inglaterra, Austrália, e sua equipe fizeram a descoberta do crânio e de outros ossos, junto com ferramentas em miniatura, em setembro de 2003, quando procuravam sinais da migração do homem moderno para a Ásia. Eles relataram a descoberta na revista Nature.

"A descoberta desses seres numa ilha isolada na Ásia, com elementos de comportamento dos humanos modernos na fabricação de ferramentas e na caça, é realmente admirável e não tinha como ser prevista pelas descobertas anteriores", disse Brown num comunicado.

As lendas locais mencionavam criaturas parecidas com hobbits nas ilhas, mas não havia provas de sua existência.

A árvore genealógica dos hominíneos, que incluem humanos e pré-humanos, divergiu da linhagem dos chimpanzés há 7 milhões de anos. Os primeiros hominíneos da África caminhavam na posição ereta, eram baixos e tinham cérebros pequenos.

Acredita-se que a nova espécie, apelidada de "homem de Flores", seja descendente do Homo erectus, que tinha cérebro grande e tamanho normal e se espalhou a partir da África para a Ásia há cerca de 2 milhões de anos.

A nova espécie ficou isolada na ilha e evoluiu para sua forma anã para se adaptar a condições como a escassez de alimentos. Flores, que provavelmente nunca esteve ligada ao continente, possuía várias criaturas exóticas, como uma forma anã de um elefante primitivo.

Os humanos modernos chegaram à Austrália há 45 mil anos, mas é possível que não tenham passado por Flores. Os cientistas suspeitam que a espécie anã tenha se extinguido depois de uma erupção vulcânica na ilha, há cerca de 12 mil anos.

Desde a primeira descoberta, Brown e seus colegas encontraram os restos mortais de sete outros indivíduos pigmeus no mesmo local.

"Os outros indivíduos mostram características semelhantes, num espaço de tempo que vai desde 95 mil anos atrás até 13 mil anos atrás -- uma população de hobbits que parece ter desaparecido mais ou menos ao mesmo tempo que os elefantes pigmeus que caçava", disse Bert Roberts, um dos autores do artigo da Nature.

HOMININEO

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