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22/06/2005 - 14h47
Médicos britânicos pedem ação radical contra obesidade infantil

Por Michael Holden

LONDRES (Reuters) - Médicos britânicos pediram na quarta-feira medidas mais drásticas para combater a obesidade infantil, entre elas a proibição de máquinas que vendem salgadinhos e guloseimas, depois da divulgação de um levantamento segundo o qual 1 milhão de britânicos com menos de 16 anos são obesos.

A Associação Médica Britânica recomendou a proibição das máquinas e de anúncios de alimentos pouco saudáveis, ou "junk food", voltados para crianças. Também afirmou que a alimentação servida nas escolas deve seguir diretrizes rígidas.

Segundo a associação, se a tendência atual se mantiver, pelo menos 20 por cento dos meninos e 33 por cento das meninas britânicas serão obesos até 2020.

"É insano que, numa época em que se diz às crianças para comer menos e fazer mais exercícios, elas entrem na escola e possam comprar refrigerantes e donuts e façam menos de duas horas por semana de exercícios obrigatórios", disse Vivienne Nathanson, chefe de ciência e ética da associação.

"As crianças estão sendo bombardeadas com mensagens contraditórias. Por um lado, podem aprender sobre alimentação saudável na escola e depois chegar em casa e passar horas assistindo à TV e vendo celebridades comendo hambúrgueres e salgadinhos e tomando refrigerantes."

Especialistas afirmam que a alimentação ruim e a baixa atividade física, junto com a televisão e o sucesso dos jogos de computador, estão por trás das altas taxas de obesidade.

Estima-se que 10 por cento das crianças, ou pelo menos 155 milhões de crianças e adolescentes no mundo todo, estejam acima do peso ou sejam obesos. O relatório da associação, "Prevenindo a Obesidade Infantil", disse que no mundo todo há 22 milhões de crianças com menos de 5 anos acima do peso.

O aumento da obesidade já causou a elevação da incidência de diabete tipo 2 em crianças -- a doença é muito mais comum em adultos. No futuro, o crescimento da obesidade deve provocar mais casos de doenças cardíacas, osteoartrite e alguns tipos de câncer, afirmou o relatório da associação.

Entre as recomendações também estão obrigar os fabricantes a reduzir os níveis de sal, açúcar e gordura em alimentos prontos, e só permitir que personalidades e personagens de TV infantis façam propaganda de produtos que sejam aprovados pela agência alimentar britânica.

"Não há espaço para a complacência, e é essencial que o governo ouça o que os médicos estão dizendo", afirmou Nathanson.

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