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05/08/2005 - 14h19
Buenos Aires é novo point para turismo homossexual

BUENOS AIRES, 4 ago (AFP) - Aos poucos, Buenos Aires vai se impondo como destino da moda para milhares de turistas homossexuais, que apreciam a qualidade da noite argentina e a calorosa acolhida da população local.

A "movida gay" de Buenos Aires também atrai profissionais do turismo, que anunciam para breve a inauguração do primeiro hotel gay cinco estrelas, no bairro histórico de San Telmo.

O empreendimento é uma iniciativa do espanhol Juan Juliá, também proprietário do hotel Axel de Barcelona, um dos primeiros idealizados para a comunidade homossexual.

Já o grupo Atlantis organiza para fevereiro próximo o primeiro cruzeiro 100% gay da América do Sul. Os 684 passageiros do "Insignia" vão zarpar de Buenos Aires em 17 de fevereiro rumo ao Rio de Janeiro, passando pelas cidades uruguaias de Montevidéu e Punta del Este.

A escolha de Buenos Aires não é gratuita: a cidade está tomando a dianteira entre os destinos favoritos dos homossexuais na América Latina, segundo um empresário do setor de turismo.

"O Brasil está em baixa, basicamente pela insegurança e também porque as pessoas buscam destinos novos", explicou Carlos Meliá, que dirige uma agência de viagens gay em Buenos Aires.

Meliá recebe em média de 25 a 30 clientes por mês - principalmente oriundos da Europa e dos Estados Unidos - que querem se aventurar pelos bares e incontáveis boliches e locais noturnos da capital argentina.

Esse entusiasmo se explica também pela desvalorização do peso a partir de janeiro de 2002, que tornou a Argentina um destino mais barato para os turistas estrangeiros.

"Mas eles também vêm provar esse clima 'gay friendly', característico de Buenos Aires", completou Meliá.

O certo é que a capital argentina é, desde dezembro de 2002, a única cidade da América Latina que reconhece a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Há duas semanas, por exemplo, um funcionário do Senado argentino foi autorizado a tirar dez dias de licença para viajar em lua-de-mel com seu parceiro.

Além disso, ressaltou Meliá, "aqui não tem gueto de homossexuais", como existe em outras capitais, mas uma grande variedade de lugares gays espalhados por toda a cidade.

O empresário acredita que San Telmo recebe muitos homossexuais argentinos e estrangeiros, mas isso se deve aos atrativos do bairro e não a sua qualidade "gay friendly".

Há dois anos, todas as quarta-feiras um outro empresário, identificado apenas como Augusto, reúne todos os seus amigos gays argentinos e estrangeiros para dançar tango em seu estabelecimento, no tradicional bairro portenho.

Kalervo Baker, um britânico de origem finlandesa, não perde nenhuma destas festas desde sua chegada a Buenos Aires há três semanas. "Ser gay aqui é fabuloso, os homens são sublimes", afirmou, sem tirar o olho de seu amigo brasileiro que dançava no meio da pista.

Há dois anos, Augusto viu aumentar consideravelmente o número de turistas de outros países. "Buenos Aires está se tornando uma espécie de capital gay do continente sul-americano", comemorou o criador de La Marshall, a primeira "milonga" (clube de tango) gay da capital argentina.

O turismo homossexual é bem visto pelas autoridades locais, que não pensam duas vezes em promovê-lo. La Marshall, por exemplo, já foi incluída na lista de "milongas" editada e divulgada pela secretaria portenha de Turismo.

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