UOL Últimas NotíciasUOL Últimas Notícias
UOL BUSCA


 

01/08/2006 - 16h37
"Não mate Harry Potter", pedem escritores dos EUA a J.K. Rowling

Por Claudia Parsons

NOVA YORK (Reuters) - Dois dos mais importantes escritores americanos vivos, John Irving e Stephen King, pediram encarecidamente a J.K. Rowling, na terça-feira, que ela não mate o fictício menino-bruxo Harry Potter no último livro da série sobre ele, mas Rowling não prometeu nada.

"Estou fazendo figas para Harry", disse Irving em coletiva conjunta à imprensa que antecedeu uma leitura pública beneficente feita pelos três escritores no Radio City Music Hall, em Nova York.

O autor de "O Mundo Segundo Garp" e uma série de outros best-sellers disse que ele e King se sentem como "bandas que abrem o show" para Rowling, que está trabalhando no sétimo e último livro da série Harry Potter e já anunciou que dois personagens vão morrer.

King, que saltou para a fama em 1974 com "Carrie, a Estranha", disse confiar que Rowling será "justa" com seu herói.

"Não quero que ele caia nas cataratas Reichenbach", disse King, fazendo referência à tentativa de Arthur Conan Doyle de matar o fictício detetive Sherlock Holmes. A pressão dos fãs acabou levando Conan Doyle a ressuscitar Holmes: mais tarde, descobriu-se que ele tinha sobrevivido à queda.

A britânica Rowling, cujos livros já venderam mais de 300 milhões de cópias em todo o mundo, disse que está adiantada no processo de escrever o livro final.

"Me sinto libertada", disse ela. "Agora posso conduzir a história à sua resolução, e está sendo divertido de uma maneira que não era antes, porque já cheguei à minha resolução. Acho que algumas pessoas vão amar e outras vão odiar, mas é assim que deve ser."

"Estamos trabalhando para chegar ao final que sempre planejei, mas dois personagens que eu esperava que sobreviveriam morreram, enquanto um foi poupado", disse ela, sem dar maiores detalhes.

Rowling disse que não gostou de matar o personagem importante que morreu no sexto livro -- por respeito a quem ainda não o leu, ela evitou citar o nome dele --, mas disse que as convenções do gênero exigiam que o herói seguisse seu caminho sozinho.

"Compreendo porque um autor pode querer matar um personagem, do ponto de vista de não permitir que outros continuem escrevendo depois de o autor original morrer", disse ela, deixando aberta a porta aos piores temores de alguns fãs: que o próprio Harry possa morrer.

Stephen King recordou que, quando fez um personagem matar um cão a chutes, em seu livro "A Zona Morta", recebeu um número enorme de cartas de queixas, para espanto seu.

"Eu criei aquele cachorro. Era um cão falso, um cão fictício -- mas as pessoas se envolvem muito, muito", disse ele.

Rowling observou que John Irving já matou muito mais personagens do que ela.

"Quando os fãs me acusam de sadismo, coisa que não acontece com muita frequência, sinto que, de alguma maneira, eu os estou preparando para lerem os livros de John e Stephen", disse ela. "Acho que eles precisam ser preparados, ser endurecidos de alguma maneira. É um mundo literário cruel que existe aí fora."

ÍNDICE DE ÚLTIMAS NOTÍCIAS  IMPRIMIR  ENVIE POR E-MAIL

Folha Online
Reforma visual da Folha facilita a leitura; conheça as mudanças
UOL Esporte
Após fiasco de público, CBF reduz preços de ingressos para partida
UOL Economia
Bovespa reduz ritmo de perdas
perto do fim dos negócios

UOL Tecnologia
Fãs do iPhone promovem encontro no Brasil; veja mais
UOL Notícias
Chuvas deixam quatro mortos e afetam mais de 4 mil no Paraná
UOL Vestibular
Cotista tem nota parecida com de não-cotista aponta Unifesp
UOL Televisão
Nova novela da Record terá máfia e Gabriel Braga Nunes como protagonista
UOL Música
Radiohead entra em estúdio para trabalhar em disco novo
UOL Diversão & Arte
Escritor indiano Aravind Adiga ganha o Booker Prize
UOL Cinema
Novo filme dos irmãos
Coen tem maior bilheteria nos EUA