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21/09/2006 - 19h25
Embaixada do Brasil na Tailândia recomenda que brasileiros evitem aglomerações

Da Redação

As atividades políticas e reuniões entre partidos legalmente constituídos foram proibidas na Tailândia por tempo indeterminado. As proibições ocorrem dois dias depois do golpe militar, que tinha como objetivo apenas a transição de governo. No mesmo dia, o Conselho Administrativo para a Reforma, órgão criado pelos militares após o golpe, determinou à imprensa novas diretrizes e restrições de informações. Comentários e opiniões serão censurados.

A cúpula militar afirmou ainda, nesta quinta-feira, que dispõem de poder para promulgar leis na ausência do Parlamento dissolvido.

Segundo o ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil em Bancoc, Matias Vilhena, o clima nas ruas hoje é de normalidade. "Os bancos e escolas reabriram e a bolsa de valor voltou a funcionar", relata. "Mas existem regiões da cidade, onde ainda há cordões de isolamento e bloqueios militares."

Os brasileiros que estão na Tailândia procuraram a Embaixada do Brasil para pedir orientações depois do golpe. "Aconselhamos que as pessoas evitem aglomerações, prestem atenção nas áreas onde há bloqueios militares e evitem se aproximar. Fora isso não há mais nenhuma outra precaução a ser adotada", explicou Vilhena.

Sobre as novas medidas adotadas pela cúpula militar hoje, o ministro esclarece que é difícil avaliar a repercussão na sociedade. "Até porque a imprensa está sob controle", diz. Mas ele faz um alerta: "é preciso deixar claro, que a Tailândia vivia um momento de crise e não havia perspectiva de um desfecho próximo", explica. "A sociedade estava muito dividida. Havia divisão regional entre partidários do primeiro ministro e opositores. Grande parte da população recebeu o golpe com um sentimento de alívio."

De acordo com Matias Vilhena, o rei de certa forma endossou o golpe e a população tem um grande respeito por ele. A Tailândia adota o modelo político de monarquia constitucional. O rei só intervém na política em casos excepcionai. "Ele tem um reinado muito longo. Comemora 60 anos de reinado esse ano e nas últimas décadas houve momentos de crises mais sérias em que ele interveio", afirma. "A população é muito grata a ele, porque ele sempre agiu para contornar as crises e impedir o derramamento de sangue."

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