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07/12/2006 - 11h53
Chávez presta continência a Lula e comenta reeleição infinita

Por Natuza Nery e Ricardo Amaral

BRASÍLIA (Reuters) - Com toda pompa que guardam as visitas de chefes de Estado ao país, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, subiu a rampa do Palácio do Planalto nesta quinta-feira e cumpriu uma homenagem pouco comum ao líder brasileiro: prestou-lhe continência.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de costas para os jornalistas que acompanhavam o encontro, não repetiu o gesto militar, mas respondeu um com um efusivo abraço. Eles posaram para fotos e acenaram a um grupo de crianças que visitava o Palácio no momento da solenidade. Aos gritos infantis de "companheiro", os dois presidentes, ao mesmo tempo, voltaram-se à meninada e, sorrindo, fizeram sinal de positivo.

Esta é a primeira viagem de Chávez após ter sido reeleito a mais seis anos de mandato. No Brasil por dois dias, ele retribui o gesto do petista, que fez sua primeira visita ao exterior em uma passagem rápida pela Venezuela, quando pediu votos ao amigo esquerdista, ainda em campanha naquela ocasião.

Na noite anterior, ambos brindaram as respectivas vitórias com taças de vinho, em um jantar no Alvorada. Por volta da meia noite, ao deixar a residência oficial do colega brasileiro, Hugo Chávez conversou com jornalistas, em tom descontraído, e fez projeções otimistas.

"O Brasil pode crescer 5 por cento ao ano. Até mais. Tem mais potencial de crescimento do que a Venezuela, podemos ter a certeza de um crescimento vertiginoso para o Brasil e para América do Sul.."

O líder venezuelano disse que Lula comentou com ele durante o encontro a repercussão no Brasil sobre a possibilidade de o país vizinho permitir reeleições presidenciais infinitas.

"(Ele) respondeu que não tinha nenhuma preocupação, porque eu (Chávez) não vou ser candidato aqui, no Brasil. É uma resposta muito inteligente, porque é um assunto da Venezuela", disse Chávez, reproduzindo uma conversa com Lula.

Nesta manhã, os dois chefes de Estado se reuniram acompanhados de ministros. Do lado brasileiro, participaram do encontro de trabalho os ministros Celso Amorim (Relações Internacionais), Silas Rondeau (Minas e Energia) e o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli.

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