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16/08/2007 - 07h32
Somadas, ajudas do BID e da Casa Branca ao Peru ficam em US$ 300 mil

Com agências

Atualizada às 21h50

O Banco Interamericano de Desenvolvimento anunciou nesta quinta-feira a doação de US$ 200 mil para o Peru, após terremoto de 8 graus na escala Richter que atingiu o país na noite última quarta e deixou mais de 500 mortos. O montante chega aos US$ 300 milhões, se somado à oferta de ajuda prometida pelo governo dos Estados Unidos, no valor de US$ 100 milhões. Além disso, o Banco Mundial transmitiu ao governo condolências pelas vítimas do terremoto.

"Estamos acompanhando a situação de perto, sobretudo na região de Ica", informou Pamela Cox, vice-presidente do BM para a América Latina, em carta enviada ao presidente peruano, Alan García.

Na carta, Cox anunciou que o Banco Mundial "está pronto para apoiar os esforços de reconstrução, conforme o que o governo do Peru considerar adequado".

O número de mortes provocadas pelo terremoto que atingiu o Peru na noite de quarta-feira (15), está entre 500 e 510, segundo um novo balanço de vítimas entregue nesta quinta por Roberto Ocño, comandante do Corpo de Bombeiros. O número de feridos ultrapassa os 1.600, disse Ocño.

"Muitos mortos estão sob os escombros das casas. Nas ruas, muitos morreram, até de infarto", acrescentou o comandante dos bombeiros, em declaração dada por telefone à agência AFP. A maioria das vítimas do terremoto é da cidade de Ica, 300 quilômetros ao sul da capital, a mais afetada.

Alerta vermelho
O governo declarou estado de emergência no sul do país. A Defesa Civil lançou um alerta vermelho e avisou que pode haver novos tremores durante os próximos dias.

Nas doze primeiras horas após o primeiro tremor, foram registrados mais de 140 tremores secundários na região próxima ao epicentro. Esses tremores assustaram a população, causando correria durante a madrugada.

AFP
Sismógrafo em laboratório na Suíça registra o momento do tremor principal no Peru
SAIBA COMO FUNCIONAM O SISMÓGRAFO E A ESCALA RICHTER
ESPECIALISTAS EXPLICAM TREMOR
O terremoto sacudiu prédios na capital, Lima, e causou cortes de energia em algumas áreas.

O tremor atingiu o país às 18h40 (20h40 de Brasília), seguido de pelo menos duas réplicas. Anteriormente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) que monitora os sismos registrados em todo o mundo, havia informado uma magnitude de 7,5 graus e tempos depois revisto a intensidade para 7,9. O último registro do USGS informa que o terremoto chegou a 8 graus na escala Richter.

O presidente do Peru, Alan García, transmitiu pela televisão local uma mensagem de condolências às famílias das vítimas.

"Infelizmente já temos cifras oficiais. Antes tínhamos rumores, mas agora já são números confirmados", disse à Reuters Luiz Palomino, chefe do Indeci, por telefone.

"Há casas que caíram totalmente, as vias também estão ruins...as pessoas estão dormindo nas ruas. É um panorama realmente bastante desolador", disse o ministro da Saúde, Carlos Vallejos, na emissora estatal de televisão.

Destruição em Pisco
A cidade de Pisco, uma das mais afetadas pelo terremoto, amanheceu nesta quinta sem serviços básicos, com problemas de comunicações e com 70% de sua infra-estrutura destruída, segundo fontes oficiais.

Pelo menos 200 das vítimas fatais encontradas estavam na cidade, informou o ministro de Saúde peruano.

O prefeito da cidade, Juan Mendoza, disse à agência de notícias peruana Andina que os moradores passaram a noite reunidos em praças e jardins.

Devido a problemas na telefonia e a um grande congestionamento nas linhas, as emissoras de rádio se transformaram no principal meio usado pelos peruanos para entrar em contato com seus parentes em pontos diferentes do país.

Apesar de tremores menores continuarem ocorrendo com cada vez menos intensidade, o nervosismo e o desespero reinam entre a população que, junto com as equipes de resgate, busca sobreviventes entre os escombros.

Na sede da prefeitura municipal, se acumulam muitos corpos que não puderam ser enviados ao necrotério por falta de capacidade, enquanto outros estão espalhados pelas ruas de Pisco, como podia ser visto em imagens transmitidas pela televisão local.

O governo local e as instituições de proteção civil começaram a remover os escombros da Catedral de Pisco, que ficou destruída pelo terremoto enquanto uma missa com cerca de 300 fiéis era rezada.

O hospital da cidade está em sua capacidade máxima, com pouco estoque de medicamentos e desabastecimento no banco de sangue. Em Pisco, foram improvisadas nas ruas tendas de atendimento médico para os feridos, a maior parte por contusões e fraturas.

Os moradores de Chincha, uma pequena cidade situada a 40 quilômetros ao norte de Pisco, se refugiaram nas colinas que cercam o povoado e passaram a noite no local à espera de ajuda.

Hoje, três aviões e dois helicópteros partiram de Lima com medicamentos, lonas e comida em direção à província de Ica e à cidade de Cañete, ao sul, que foram declaradas em estado de emergência.

"Eu estava com os meus filhos quando começou o movimento, e aí vi as paredes caindo. Minha casa está sem condições. O hospital me emprestou uma barraca para que meus filhos possam dormir", disse à agência Reuters Milagros Meneses, 35, que trabalha em um hospital de Cañete.

O preço das passagens para a região afetada pelo terremoto dobrou devido à grande demanda. Na localidade de Paracas, 20 quilômetros ao sul de Pisco, o hotel de turistas foi atingido por uma ressaca marítima, mas ainda não se sabe a amplitude dos danos e não há informações de vítimas.

Lima
Os edifícios de escritórios da capital balançaram em ao menos dois incidentes que duraram cerca de 20 segundos cada, e muita gente saiu correndo para as ruas, afirmaram testemunhas. Diversas regiões de Lima e do sul do país registraram cortes de fornecimento de energia e comunicações.

A rede de TV Channel 4 disse que o Ministério da Saúde declarou emergência em todos os hospitais de Lima.

Risco de tsunami descartado
O tremor principal foi seguido de um alerta de tsunami feito pelo Centro de Alerta de Tsunamis, do Havaí (EUA), e era válido não só para o Peru, mas também Chile, Equador e Colômbia, mas foi cancelado horas depois.

Em todos estes países foram registradas fortes ondas, mas de forma menos severa que em águas peruanas. O receio levou à remoção dos habitantes de algumas áreas, como La Punta de El Callao, área residencial localizada em uma pequena península ao nível do mar nos arredores de Lima.

O litoral peruano afetado pelo terremoto faz parte da rota turística que leva às míticas Linhas de Nasca; e Ica, cercada por dunas, abriga o balneário de Huacachina, um oásis no meio do deserto. A Reserva Nacional de Paracas também sofreu com o abalo.


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