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27/09/2007 - 22h30
Lula diz que, apesar de irmãos, PT e PSDB jogam em times opostos

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que tem relação de amizade e até mesmo de fraternidade com integrantes de primeiro escalão do PSDB, embora PT e tucanos estejam em "times diferentes" da política nacional.

O presidente se disse amigo dos governadores tucanos José Serra (SP), Aécio Neves (MG) e Cássio Cunha Lima (PB) e até do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um dos principais críticos de seu governo, a quem não deixou de alfinetar.

"Nós estamos que nem dois jogadores de futebol, somos amigos, somos até irmãos e estamos jogando em times diferentes, vem botinada por aí", disse Lula em entrevista ao novo canal de notícias em tevê aberta, Record News.

"O Fernando Henrique deveria estar feliz (...) porque eu consegui fazer o Brasil a que ele aspirou e não conseguiu", disse Lula, disparando uma ironia contra o adversário.

Lula disse ainda que gostaria de ter o PSDB ao seu lado na reforma política.

"Tudo é possível. A política trabalha em função dos momentos, das necessidades políticas... gostaria que o PSDB estivesse junto comigo na reforma política", disse Lula, que afirmou não ter constrangimento em dialogar com integrantes do partido oposicionista.

GUERRA FRIA

Em relação à política internacional, Lula defendeu que os Estados Unidos abandonem a abordagem da Guerra Fria em relação à América Latina e adotem uma postura mais pró-ativa para a região.

"Os Estados Unidos precisam entender que a Guerra Fria acabou, que essa questão de quem é comunista e quem não é terminou", disse Lula quando perguntado sobre a rivalidade entre Venezuela e Estados Unidos.

"Eu tenho dito ao (presidente norte-americano George W.) Bush que os EUA precisam fazer uma política pró-ativa para a América Latina. Todos os países querem se desenvolver (...) e os EUA podem ajudar."

Segundo Lula, o que importa para o Brasil é ter boas relações com os dois países.

"Queremos ajudar a Venezuela a se industrializar e queremos trazer a Venezuela para o Mercosul", disse Lula. "Agora, existe uma divergência entre Venezuela e EUA, porque o presidente (venezuelano Hugo) Chávez acredita que foi Bush que ordenou o golpe (frustrado em 2002) contra ele e ninguém tira isso da cabeça dele."

A inauguração do primeiro canal exclusivo de jornalismo em tevê aberta no Brasil teve a presença de Lula, do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), dos ministros Franklin Martins (Comunicação Social), Marta Suplicy (Turismo) e Orlando Silva (Esportes), além de Serra e do prefeito paulistano Gilberto Kassab (DEM).

O dono da emissora, bispo Edir Macedo, disse em seu discurso ser vítima do monopólio da maior rede de comunicação do país, em referência direta à TV Globo.

"Nós fomos injustiçados por muitos anos por um grupo de comunicação que tinha e mantém o monopólio da notícia no Brasil. Daí o nosso desejo de dar um fim a esse monopólio", disse Macedo.

O presidente Lula, que lançará em breve uma emissora de TV pública, destacou que a estréia de um canal com 24 horas de jornalismo diário contribui para o acesso à informação.

Serra também parabenizou a iniciativa e elogiou a regionalização das notícias adotada pelo canal.


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