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18/10/2007 - 17h45
Maioria dos internautas rejeita ampliação da licença-maternidade

Da redação
Em São Paulo

A decisão de ampliar a licença-maternidade de quatro para seis meses aprovada hoje no Senado gerou grande repercussão entre os internautas do UOL. Até às 17h42, 2.884 comentários foram enviados. De acordo com a decisão do CDH (Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa) a medida é válida para trabalhadoras de empresas privadas e a adesão é facultativa, tanto para a empresa quanto para a funcionária.

O projeto foi aprovado por unanimidade e em decisão terminativa, ou seja, segue direto para votação na Câmara dos Deputados, sem precisar passar pelo plenário do Senado. Se aprovada, bastará a sanção do presidente.

A maioria das opiniões emitidas em nosso grupo de discussão sinalizou que a medida tende a prejudicar as mulheres no mercado de trabalho. É o caso de Pedro Queiroz de Souza, de Campinas, SP: "É um pouco de exagero. Acredito que as mulheres terão maior dificuldade no mercado de trabalho". As próprias trabalhadoras também mostraram-se preocupadas com a medida, como Ana Marli Souza Lima, de Manaus, AM: "Não vejo em que isso ajuda as mulheres que tanto têm brigado por direitos iguais. Francamente, não entendo".

Alguns, mais enfáticos, testemunharam que a medida -cuja adesão pelas empresas e funcionárias, vale lembrar, é facultativa- já está prejudicando as mulheres. O internauta Roberto Herrmann, de Barueri, SP, afirmou: "Mulheres, não se esqueçam do nome da senadora que condenou suas carreiras(...), na empresa onde eu trabalho já foi anunciado que por conta desta medida, só serão cortadas mulheres".

Empresários, de ambos os sexos, manifestaram-se diretamente sobre o assunto. "Sou micro-empresária e... não contrato mais mulher", escreveu a internauta da Bahia identificada apenas como Sheila. O mesmo disse Epitacio Oliveira, de Recife, PE: "Um absurdo, eu como micro-empresário a partir de hoje não contrato mais mulher com menos de 35 anos". Thea Melo, de Cabo Frio, RJ, também acredita que a medida deve afetar negativamente as mulheres, mas lamenta a atitude dos empregadores: "Uma boa parte dos patrões vai deixar de dar emprego pra mulheres em idade fértil. Infelizmente a mentalidade da maioria dos empregadores é essa".

O objetivo do projeto é permitir que mãe e filho convivam por mais tempo, garantindo, por exemplo, a amamentação durante os seis meses de vida da criança. A internauta Marisa, de São Paulo, entretanto desafia a medida: "Sou mãe, divorciada, 2 filhos, nunca utilizei a licença-maternidade e sempre achei muito tempo os 4 meses(...). Eu, enquanto empresa, não contrataria".

Opiniões divergentes

Mas nem só de impopularidade está rodeado o projeto de autoria da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE). "Esses homens que são contra só falam isso porque não tem o mesmo vínculo que a mãe tem com seu filho, eles não sabem a importância de amamentar", afirmou a internauta Debora, de São Paulo.

Destoando dos outros empresários, Ademir Bergamini, de São Paulo, opiniou: "Com certeza aprovo os seis meses de licença maternidade, aliás, acho até que é pouco tempo para a mãe ficar com seu filho, mesmo sendo empresário acho que a licença maternidade deveria ser de um ano pelo menos".

"Nossa, acho excelente isso, (...) foi a melhor coisa que poderia ter acontecido para as trabalhadoras", disse Maria Flavia, de Imbaú, PR. Concorda com ela Patricia, de Sorriso, MT: "Achei muito bom, primeiro não é obrigatório, e depois fala-se tanto que um nenê deve apenas tomar leite materno até os seis meses de vida".

Para alguns internautas a medida deve até ser expandida. "Tem que valer tambem para órgãos públicos", escreveu Otávio Antunes Amaral, de Tocantins.







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