UOL Últimas NotíciasUOL Últimas Notícias
UOL BUSCA


 

04/12/2007 - 16h00
Renan Calheiros renuncia ao cargo de presidente do Senado

Da Redação
Em São Paulo

Atualizada às 20h28

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) renunciou ao cargo de presidente do Senado Federal na tarde desta terça-feira (4). O anúncio foi feito durante o julgamento em que será decidido o seu futuro político. Renan estava licenciado do cargo desde 11 de outubro.

Em sua fala, o senador disse que não renunciou antes "porque poderia sugerir naquele momento aceitação de inverdades. Essa interpretação não me pareceu a mais conveniente, mas agi de acordo com a minha consciência. É uma das horas mais difíceis da minha vida."

Os senadores devem votam ainda hoje o processo relatado por Jefferson Péres (PDT-AM), no qual Renan foi acusado de usar 'laranjas' para comprar um grupo de comunicação em Alagoas. No processo, o relator apontou sete indícios de quebra de decoro por parte de Renan, que nega as denúncias.

Regimentalmente, quando o presidente da Casa renuncia, o presidente interino tem até cinco dias para convocar novas eleições, proclamar o resultado e dar posse ao novo presidente.

O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), anunciou para a próxima terça-feira (11), uma reunião entre os líderes das bancadas para definir as diretrizes da sucessão.

Nomes de candidatos ao cargo vêm sendo discutidos desde a licença de Renan, em outubro. No PMDB, há quatro candidatos à sucessão: Garibaldi Alves (RN), José Maranhão (PB), Edison Lobão (MA) e Valdir Raupp (RO).

Julgamento e denúncias
A renúncia à presidência da Casa não pára o julgamento que irá decidir se Renan terá ou não o mandato de senador cassado por quebra de decoro parlamentar.

A sessão teve início por volta das 15h e será dividida em três fases. Na primeira, a de discussão, discursaram por até dez minutos senadores, líderes e o relator do processo aprovado no Conselho de Ética, senador Jefferson Péres (PDT-AM). Na segunda, acusação (que foi feita pelo DEM e pelo PSDB, partidos autores da representação contra Renan) e defesa falaram por 20 minutos, prorrogáveis por mais dez.

A parte final da sessão terá a votação do processo.

Após este julgamento, Renan terá ainda de se defender de mais três denúncias. Bruno de Miranda Lins, ex-marido de uma assessora parlamentar, acusa o empresário Luiz Carlos Garcia Coelho (seu ex-sogro) de operar um esquema de arrecadação para Renan em ministérios comandados pelo PMDB. O banco BMG seria beneficiado com a concessão de crédito consignado. Em troca, a instituição financeira teria pago propina. Este processo tem como relator no Conselho de Ética o senador Almeida Lima (PMDB-SE).

O senador também é acusado de ter usado um assessor da presidência, Francisco Escórcio, para espionar a vida de dois senadores da oposição - Demóstenes Torres (DEM) e Marconi Perillo (PSDB) - ambos de Goiás. O presidente do colegiado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), ainda não indicou relator para esta representação.

O PSOL protocolou ainda em 18 de outubro na Mesa do Senado a sexta representação contra o presidente licenciado da Casa. Na denúncia, Renan é acusado de ter usado o cargo para praticar crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, intermediação de interesses privados, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha ao ter repassado R$ 280 mil a uma empresa fantasma de um ex-assessor.

Primeiro julgamento
O senador já foi julgado pelo plenário em 12 de setembro, e foi absolvido pelo placar de 40 votos a 35 (além de seis abstenções). Na primeira denúncia, Renan foi acusado pela revista Veja de ter despesas pessoais pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior. O dinheiro bancaria pensão e aluguel da jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha. No Congresso, Renan disse que o lobista era seu amigo, mas negou ter recebido recursos.

A denúncia em que Renan Calheiros é acusado de ter intercedido no INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) e na Receita Federal em nome da Schincariol, que tem como relator o senador petista João Pedro, sofreu sobrestamento, e está paralisada no Senado Federal.


Folha Online
Reforma visual da Folha facilita a leitura; conheça as mudanças
UOL Esporte
Após fiasco de público, CBF reduz preços de ingressos para partida
UOL Economia
Bovespa reduz ritmo de perdas
perto do fim dos negócios

UOL Tecnologia
Fãs do iPhone promovem encontro no Brasil; veja mais
UOL Notícias
Chuvas deixam quatro mortos e afetam mais de 4 mil no Paraná
UOL Vestibular
Cotista tem nota parecida com de não-cotista aponta Unifesp
UOL Televisão
Nova novela da Record terá máfia e Gabriel Braga Nunes como protagonista
UOL Música
Radiohead entra em estúdio para trabalhar em disco novo
UOL Diversão & Arte
Escritor indiano Aravind Adiga ganha o Booker Prize
UOL Cinema
Novo filme dos irmãos
Coen tem maior bilheteria nos EUA