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27/02/2008 - 14h43

Colombianos libertados pelas Farc reencontram família em Caracas

das agências internacionais, em Bogotá
Atualizada às 21h35

Os quatro ex-congressistas colombianos libertados nesta quarta-feira (27) pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) chegaram ao aeroporto de Maiquetía, Caracas, onde se reuniram com seus parentes em um encontro emocionante.

Gloria Polanco de Lozada, Orlando Beltrán Cuéllar, Luis Eladio Pérez e Jorge Eduardo Gechém Turbay chegaram de avião do aeroporto venezuelano de Santo Domingo, para onde foram nos helicópteros que os buscaram na floresta.

Helicóptero com os quatro ex-reféns das Farc chega à Venezuela
EFE
Da esquerda para a direita e de cima para baixo, Orlando Beltrán, Gloria Polanco de Lozada, Jorge Géchem e Luis Eladio Pérez, que foram libertados pelas Farc após seis anos seqüestrados
VEJA IMAGENS DO RESGATE
ENVIADO DA 'FOLHA' ANALISA
CRONOLOGIA DAS FARC
FAMILIARES EMOCIONADOS
REFÉM FALA SOBRE BETANCOURT
COMITÊ BETANCOURT CELEBRA
FRANÇA COMEMORA
EXÉRCITO MATA 3 GUERRILHEIROS
Imediatamente, abraçaram, em meio a lágrimas e muita emoção, os parentes que os esperavam no aeroporto de Caracas.

A ex-congressista Gloria Polanco, cercada de seus três filhos, assim como seus outros três companheiros, expressaram sua felicidade de reaver a liberdade e lembraram os que ficaram para trás, reféns na floresta, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt.

No momento da libertação, Polanco, que vestia uma camiseta preta, não deixava de chorar e perguntava repetidamente por seus filhos à senadora Córdoba, a quem deu um caloroso abraço, conforme mostraram as imagens da emissora Telesur.

"Pensei que fossem embora", brincou Pérez, magro, mas sorridente, ao comentar o sobrevôo dos helicópteros sobre a zona de entrega, onde havia pelo menos cinco guerrilheiros camuflados e fortemente armados.

Na chegada ao aeroporto de Caracas, Pérez disse que a ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, mantida refém pelas Farc, está em situação "extremamente difícil". Ele afirmou que a viu pela última vez há 23 dias e por poucos minutos.

"Trabalharemos sem descanso para conseguir a liberdade de todos, mas particularmente de Ingrid Betancourt, que está neste momento em uma situação extremamente difícil", declarou Pérez.

No aeroporto de Maiquetía estava também o ministro de Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, e outros membros do governo que cumprimentaram a chegada dos quatro ex-congressistas e sua volta à liberdade.

Momentos antes da chegada dos ex-reféns, o governo venezuelano afirmou que não descansará até todos os reféns das Farc sejam libertados. "Não descansaremos até que estejam livres, não importa quem se opor. A verdade sempre triunfará", disse o porta-voz Jesse Chacón.

Ele convidou todos a trabalhar por "um caminho para um acordo humanitário" e em direção à paz na Colômbia que, assinalou, "é a paz na Venezuela".

"Sentimo-nos muito felizes", falou a respeito das libertações de hoje e ao fato de que os ex-parlamentares se encontrem em condições de saúde "muito melhor" do que se pensava.

Ultimato das Farc
As Farc também anunciaram, em comunicado lido pela colombiana Rádio Caracol logo depois da libertação, que não soltarão mais reféns até que o governo aceite desmilitarizar dois povoados de Valle del Cauca.

A guerrilha destacou que a libertação "é a conquista da persistência humanitária e da sincera preocupação com a paz da Colômbia" do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e da senadora opositora colombiana Piedad Córdoba.

"Agora deve continuar a desmilitarização de Pradera e Florida por 45 dias, com presença guerrilheira e da comunidade internacional como fiadores para pactuar com o governo (colombiano) nesse espaço a libertação dos guerrilheiros e dos prisioneiros de guerra."

As Farc, que segundo as autoridades têm mais de 750 pessoas cativas, pretendem trocar um grupo de seqüestrados - hoje somam 40 - por 500 guerrilheiros presos, mediante um acordo com o governo, mas exigem, para isso, a desmilitarização dessas duas localidades, o que a Colômbia rejeita.

A guerrilha também afirmou que a libertação ocorreu em meio a "uma gigantesca operação militar".

Operação
A operação foi semelhante à de 10 de janeiro, quando as Farc entregaram na mesma região à Cruz Vermelha a ex-candidata a vice-presidente da Colômbia Clara Rojas e a ex-parlamentar Consuelo González de Perdomo.

Ela havia começado com a saída de dois helicópteros do aeroporto de Santo Domingo (650 km de Caracas), na Venezuela.

Por volta das 9h no horário local (11h horário de Brasília). os helicópteros fizeram escala em San José del Guaviare, na Colômbia, cerca de 400 km ao sul de Bogotá, para abastecer os aparelhos.

Cerca de uma hora e meia depois, os helicópteros, com o emblema da Cruz Vermelha Internacional, partiram em busca de um ponto entre as localidades rurais colombianas de Guaviare e El Retorno onde estariam os ex-congressistas Gloria Polanco, Orlando Beltrán, Luis Eladio Pérez e Jorge Géchem -presos pela guerrilha há mais de seis anos. Os reféns devem ser levados à Venezuela.

Famílias recebem notícia com emoção
Os parentes dos quatro reféns libertado pelas Farc receberam com emoção a notícia da liberdade, segundo o embaixador da Colômbia na Venezuela, Fernando Marín. "Estava com eles no momento em que estava sendo anunciado o resgate. Estão extremamente contentes, foi um momento bastante emocionante; houve alegria e, como é possível imaginar, de choro de alegria, disse o diplomata em uma entrevista concedida no hotel onde se encontram os parentes dos reféns.

O embaixador contou, ainda que logo que souberam da libertação, os familiares formaram uma corrente de orações.

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