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07/03/2008 - 15h45

Colômbia anuncia a morte do número 3 das Farc

Das agências internacionais
Atualizada às 21h10

Iván Ríos, membro da cúpula da guerrilha colombiana das Farc, foi morto nesta sexta-feira (7) em território colombiano, segundo o ministro colombiano da Defesa, Juan Manuel Santos.

Segundo Santos, ele foi morto por integrantes de sua guarda pessoal em uma zona rural do centro-oeste do país, em Samaná (a 400 km a oeste de Bogotá, no departamento de Caldas), e não em combates com tropas oficiais, como em princípio tinha sido informado.

Os rebeldes, disse o ministro, apresentaram "literalmente uma mão" do comandante assassinado, além de sua carteira de identidade, seu passaporte e seu computador pessoal.

Ele explicou que um guerrilheiro das Farc, por conta da "pressão militar" à qual ele e seus companheiros estavam submetidos, se entregou às autoridades militares com a mão direita do chefe rebelde assassinado.

Os guerrilheiros "estavam cercados, desabastecidos e incomunicáveis", acrescentou.

Conhecido como Rojas, o rebelde que entregou a mão de Ríos se apresentou na noite de quinta-feira, 6 de março, a tropas que os haviam cercado em uma zona rural conhecida como Albânia, disse Santos.

O ministro da Defesa lembrou que Ríos, conhecido como José Juvenal Velandia ou Manuel de Jesús Muñoz, fazia parte do secretariado (máxima hierarquia das Farc) desde novembro de 2003 e era responsável pelo "bloco noroeste" da guerrilha.

Ríos é o segundo membro do secretariado (cúpula) das Farc morto em menos de uma semana, pois no sábado passado tropas colombianas abateram em território equatoriano o "número dois" e porta-voz internacional dessa guerrilha, Luis Edgar Devia, conhecido como Raúl Reyes.

O ministro acrescentou que as autoridades não informaram da morte de Ríos até confirmarem "100%" que se tratava do comandante e membro do secretariado das Farc.

Ivan Ríos foi membro da equipe negociadora em um "comitê temático" durante os fracassados diálogos de paz entre as Farc e o Governo do então presidente Andrés Pastrana, que foram feitas entre janeiro de 1999 e fevereiro de 2002 no sul do país. Ele, que na juventude foi seminarista, era considerado um dos dirigentes mais próximos do fundador e líder das Farc, o septuagenário Manuel Marulanda, conhecido como 'Tirofijo'.

"Não há dúvida de que foi mais um golpe duro para as Farc, são fatos que a organização deve saber assimilar, no sentido de compreender que o único caminho para a Colômbia é o da solução política para o conflito, uma negociação que ponha fim a esta guerra e a esta barbárie", afirmou o diretor do semanário comunista "Voz", Carlos Lozano, que conhecia o guerrilheiro morto.

Após a morte de Reyes, as Farc haviam anunciado a entrada para o secretariado de Milton de Jesús Toncel ('Joaquín Gómez'). Os outros membros da cúpula do movimento são Guillermo León Sáenz ('Alfonso Cano'), Rodrigo Londoño ('Tomochenko') e Jorge Briceño ('Mono Jojoy').

As Farc, a mais antiga das guerrilhas colombianas, possuem entre 6 mil e 8 mil combatentes, segundo o governo colombiano, enquanto organismos internacionais especializados estimam que o número seja de cerca de 10 mil guerrilheiros.

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, fez do combate às Farc o pilar de sua estratégia de "Segurança Democrática", e as mortes de Reyes e Ríos constituem os mais duros golpes contra o grupo guerrilheiro em toda a história, segundo analistas.

A crise
Márques é o segundo membro da cúpula da guerrilha que morre em menos de uma semana, depois que tropas colombianas mataram sábado no Equador o segundo homem do comando das Farc, Raúl Reyes.

O ataque em território equatoriano gerou uma crise na América do Sul. O Equador cortou relações diplomáticas com a Colômbia, e a Venezuela mandou tanques para a fronteira com o país.

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