UOL Notícias Notícias
 

07/03/2008 - 18h40

Presidentes de Equador e Colômbia encerram crise diplomática

da Redação
Atualizada às 22h17

A cúpula do Grupo do Rio de países latino-americanos encerrou seus debates na tarde desta sexta (7) em Santo Domingo com a declaração do fim da crise diplomática entre Colômbia e Equador, detonada por uma incursão militar colombiana em território equatoriano no último dia 1º. Os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Colômbia, Alvaro Uribe, selaram o fim do conflito com um aperto de mãos.

REUNIÃO DO GRUPO DO RIO
Crédito
Chefes de Estado em foto oficial
Crédito
O presidente do Equador Rafael Correa
Crédito
O presidente da Colômbia, Álvaro uribe
INFOGRÁFICO: ENTENDA A CRISE
COLÔMBIA MATA Nº 3 DAS FARC
BETANCOURT: EQUADOR NEGA LIBERTAÇÃO
A "Declaração de Santo Domingo" foi firmada por cerca de vinte delegações de países latino-americanos após um árduo trabalho diplomático para contornar a troca de acusações entre os presidentes de Colômbia e Equador.

  • Leia os principais trechos da declaração

    O documento inclui um compromisso colombiano de nunca mais repetir um ataque a outro país por questões de segurança, como ocorreu no sábado passado quando a Colômbia atacou um acampamento das Farc no Equador, o que provocou a grave crise.

    "Com o compromisso de não agredir nunca mais um país irmão e o pedido de perdão, podemos dar por superado este gravíssimo incidente", disse Correa dirigindo-se a Uribe, que se aproximou para cumprimentá-lo durante a sessão plenária da Cúpula do Grupo do Rio realizada na capital dominicana.

    A reunião discutiu principalmente a crise regional desencadeada pelo ataque militar colombiano contra uma base das Farc no Equador, a dois quilômetros da fronteira, que deixou mais de vinte mortos, entre eles o número dois do grupo guerrilheiro, Raúl Reyes.

    Venezuela e Nicarágua

    O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que as relações com a Colômbia vão se normalizar, depois do fim da crise que o levou a cortar laços diplomáticos com o país vizinho.

    "Cartas à Mãe - Direto do Inferno" reúne duas cartas de personagens envolvidos no conflito com as Farc. A primeira é escrita por Ingrid Betancourt, ex-candidata à presidência da Colômbia e prisioneira desde fevereiro de 2002, dirigida a sua mãe, Yolanda Pulecio. A segunda é escrita por Mélanie e Lorenzo, filhos de Betancourt, que fazem um apelo pela libertação de sua mãe.
    CARTAS DO INFERNO
    LEIA MATÉRIA E TRECHOS
    Ele acrescentou que reabrirá a fronteira com a Colômbia após fechar parcialmente o comércio esta semana em protesto pelo ataque das Forças Armadas colombianas a guerrilheiros das Farc em território equatoriano. "As águas voltam a seu leito", declarou o presidente Venezuela, que chegou a enviar tropas à fronteira com a Colômbia.

    Já o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, disse que os acordos alcançados nesta sexta permitem a retomada das relações de seu país com o governo colombiano. A Nicarágua havia anunciado na quinta-feira o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia.

    Clima tenso
    Antes, durante as discussões, Correa e Uribe haviam protagonizado um tenso debate e trocado acusações. Durante os debates, Uribe assegurou que as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) financiaram a campanha eleitoral que levou Correa à presidência do Equador.

    O colombiano sustentou suas afirmações ao ler trechos de várias cartas entre o líder das Farc, Manuel Marulanda, e o "número dois" desta organização, Raúl Reyes, que morreu no dia 1º de março na operação militar da Colômbia em território equatoriano.

    Os textos lidos por Uribe, procedentes dos computadores de Reyes recuperados durante a operação, podem evidenciar, segundo o colombiano, o apoio político e financeiro da guerrilha a Correa em diferentes mensagens nos quais se fala dos resultados do primeiro turno das eleições e da estratégia para a segunda.

    Por sua vez, Rafael Correa rejeitou com veemência as acusações de Uribe. "Estas mãos não estão manchadas de sangue", disse.

    O único ausente da cúpula foi o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que foi ao Rio de Janeiro lançar as obras do PAC nas favelas cariocas.

    *Com agências internacionais
  • Siga UOL Notícias

    Tempo

    No Brasil
    No exterior

    Trânsito

    Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,54
    3,265
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,36
    64.085,41
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host
    Atualizada às 22h17 %>