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18/04/2008 - 12h15

PT-MG contraria Executiva Nacional e aprova coligação com PSB, defendida por Aécio

Rayder Bragon

Especial para o UOL

Em Belo Horizonte
O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais aprovou, ontem à noite, coligação com o Partido Socialista Brasileiro (PSB) para a disputa da Prefeitura de Belo Horizonte nas eleições deste ano. A homologação contraria norma da Executiva Nacional do PT, que já havia desautorizado decisão semelhante tomada pelo diretório municipal petista, no dia 13 passado, por vê-la como uma decisão que teria o patrocínio do PSDB.

CASAMENTO EM PORTO ALEGRE
Arquivo Folha Imagem
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Após reunião, a Executiva estadual considerou que a aliança não fere preceitos ditados pelo diretório nacional petista, pois foi formalizada com o PSB e não com o PSDB, apesar de ser notória a tentativa de acordo entabulada pelo prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), para que petistas e tucanos apóiem candidato do PSB à prefeitura da capital mineira. O mais cotado é o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Márcio Lacerda (PSB).

Somente em caso de uma coligação formal com os tucanos a direção estadual petista seria impelida a se pronunciar, segundo relatou a direção da Executiva petista após o encontro de ontem.

A tentativa de acordo entre os dois partidos, adversários históricos em Minas Gerais, vem sendo articulada desde o final do ano passado. A idéia partiu do prefeito Fernando Pimentel, que a classificou como sendo uma "tese revolucionária". Em seguida, ganhou a simpatia do governador Aécio Neves. Desde então, a possível dobradinha vem sendo bombardeada por petistas ligados ao grupo do ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), além de políticos mineiros do PMDB e do DEM e de forma menos virulenta por parlamentares tucanos.

Os críticos petistas reclamam do fato de Pimentel ter tomado unilateralmente a decisão de aproximação com os tucanos. Para eles, essa manobra do prefeito tem como pano de fundo a postulação do prefeito petista ao cargo de governador do estado, em 2010. Vingando a aliança com os tucanos, Pimentel aglutinaria boa parcela de votos dos eleitores do governador Aécio Neves. Além disso, defendem a tese na qual o PT tem nomes próprios para e com boas chances na disputa.

Ultimamente vem sendo aventada a possibilidade de essa dobradinha ser substituída por uma entre o PT e o PMDB. Vista com simpatia pela Executiva Nacional do PT.

Diante do racha, o governador Aécio Neves (PSDB) admitiu ontem, em entrevista a uma rádio de São Paulo, a possibilidade de esse acordo naufragar.

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