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29/04/2008 - 10h10

Maioria dos moradores de rua tem documento e alguma fonte de renda

Da Redação
Em São Paulo
Como se pode imaginar, os níveis de renda dos moradores de rua ouvidos na pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome são baixos. Mais da metade dos moradores de rua entrevistados (52,6%) disseram ganhar entre R$ 20 e R$ 80 por semana.

Quanto ao tipo de atividade exercida, os moradores de rua pesquisados se dividem em catadores de materiais recicláveis (27,5%), flanelinhas (14,1%), trabalhadores da construção civil (6,3%), limpeza (4,2%) e carregador/estivador (3,1%).

A grande maioria (88,5%) disse não receber qualquer benefício de órgãos governamentais, tal como o Bolsa Família. Um em cada cinco entrevistados disse que não consegue se alimentar todos os dias, por falta de recursos financeiros. Mas quatro em cada cinco afirmaram conseguir fazer pelo menos uma refeição por dia.

Uma pesquisa encomendada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e divulgada nesta terça-feira (29), em Brasília, revela o perfil dos moradores de rua brasileiros. Os pesquisadores escolheram cidades com mais de 300 mil habitantes e saíram a campo entrevistando moradores de rua com mais de 18 anos de idade. A principal conclusão do estudo é que as pessoas em situação de mendicância são em sua maioria homens alfabetizados e jovens, que abandonaram suas casas por problemas com álcool ou drogas ou por terem perdido o emprego.
PESQUISA TRAÇA PERFIL
DOS MORADORES DE RUA
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Boa parte das pessoas em situação de mendicância utiliza os serviços de saúde pública, como hospitais e postos de saúde. Nessas ocasiões, 75% deles possuem pelo menos algum documento que comprove a sua identidade. A maioria tem carteira de identidade (58,9%), certidão de nascimento ou casamento (49,5%) e CPF (42,2%).

A pesquisa revelou que os moradores de rua em geral são pessoas saudáveis. Apenas um terço deles afirmou ter algum problema de saúde. A doença mais freqüente é hipertensão (10,1%), seguida por problemas psiquiátricos (6,1%) e HIV/aids (5,1%).

Questionados sobre que tipo de discriminação sofrem por viver em situação de rua, os entrevistados disseram que freqüentemente são impedidos de entrar em certos locais, tais como lojas, shopping centers e meios de transporte coletivo.

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