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08/05/2008 - 04h31

Autoridades confirmam ao menos 80 mil mortos pelo ciclone em Mianmar

Da Redação*
Em São Paulo
Atualizada às 10h12

Autoridades ligadas à junta militar que governa Mianmar afirmaram que o ciclone Nargis, que atingiu o país no último fim de semana, matou ao menos 80 mil pessoas na cidade de Labutta e nas 63 localidades das imediações, situadas no delta do rio Irrawaddy, e que a maioria das aldeias na região está submersa.

"Até agora, o balanço estimativo nestas áreas é de 80 mil mortos", declarou Tin Win, governador de um distrito de Labutta, localizado no coração do delta meridional de Irrawaddy.

A informação surgiu depois que a representante dos Estados Unidos em Mianmar, Shari Villarosa, declarou nesta quarta-feira que o ciclone teria matado mais de 100 mil pessoas.

Khin Maung Win / AFP
Sem contar com ajuda internacional, devido à burocracia do regime que governa o país, vítimas do ciclone se esforçam para sobreviver em meio a vilarejos devastados por ventos de até 190 km/h e inundações
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Segundo a Embaixada dos Estados Unidos em Yangon, o número de desabrigados pode chegar a 1 milhão.

Até a quarta-feira, o regime informava que cerca de 23 mil pessoas haviam morrido e que outras 42 mil estariam desaparecidas.

Com ventos de até 190 km/h, o ciclone Nargis provocou o surgimento de ondas gigantes, que elevaram o nível do rio Irrawaddy e seus afluentes, alagando grande parte das regiões sul e sudoeste do país.

Ajuda humanitária
O primeiro avião da ONU (Organização das Nações Unidas) com ajuda humanitária pousou em Mianmar, informou a FAO, o organismo das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. "O vôo foi organizado pelo ministério italiano das Relações Exteriores e vinha de Brindisi, na Itália", disse o organismo em comunicado.

Nesta quinta, a ONU fez um pedido coletivo de vistos à junta militar que governa Mianmar desde 1962. "A ONU fez um pedido coletivo e apresentou às autoridades uma lista de uma centena de especialistas necessários para enfrentar a situação", disse à imprensa Pierrette Vu Thi, subdiretora dos programas de emergência do Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância.

Até esta quarta, nenhum visto de entrada no país havia sido autorizado pelas autoridades de Mianmar.



*Com agências AP, AFP e Reuters

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