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09/09/2009 - 17h49

Opep reclama do aumento nas exportações do petróleo russo

Viena, 9 set (EFE).- Vários ministros que participam da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não esconderam seu mal-estar com a Rússia pelo fato de o país ter aumentado suas exportações de petróleo após a tentativa do cartel de manter estáveis os preços da commodity no mercado internacional.

"Estamos cansados de receber apoio apenas com palavras, precisamos da ajuda de países que não fazem parte da Opep", disse em Viena o ministro da Energia do Catar, Abdullah Bin Hamad Al-Attiyah, sobre as promessas de Moscou de reduzir sua produção em apoio ao grupo de produtores.

Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a Rússia, pela primeira vez desde o fim da União Soviética (URSS), superou a Arábia Saudita como maior exportador mundial de petróleo, ao vender 7,4 milhões de barris diários (mbd), contra os 7 mbd comercializados por Riad no segundo trimestre de 2009.

No começo do ano, para segurar o alto valor da commodity num momento de queda da demanda em função da crise econômica mundial, a Opep reduziu em 4,2 mbd o volume de produção que tinha em setembro de 2008.

Negociado em dezembro do ano passado a US$ 35, o preço do barril de petróleo chegou próximo dos US$ 75 em agosto, antes de se estabilizar em torno de US$ 70 nos últimos dias.

Na reunião realizada no fim do ano passado em Oran (Argélia) para estabelecer os cortes de produção nos países do grupo, o vice-primeiro-ministro russo, Igor Sechin, que participou como observador, havia prometido apoiar os esforços da organização e reduzir o bombeamento russo em 320 mil barris diários.

No entanto, desde agosto de 2008, a produção de petróleo aumentou na Rússia quase 1,5%, para 9,97 mbd, enquanto as exportações cresceram quase 6%, segundo os dados do Ministério de Energia russo.

"É muito estranho ver que alguns países aumentaram sua produção ao mesmo tempo em que dizem apoiar as decisões da Opep", disse Attiyah em clara alusão a Moscou.

Perguntado se a Opep deveria convidar a Rússia para participar da próxima reunião da organização, o ministro do Catar deu um claro "não" como resposta.

Mesmo assim, outros membros da Opep estreitaram recentemente suas relações com a Rússia, entre eles a Venezuela, cujo presidente, Hugo Chávez, está em visita oficial a Moscou.

Quem acompanha o líder venezuelano é o ministro de Energia e Petróleo do país, Rafael Ramírez, que aparentemente, disseram à EFE da Opep.

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