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 Internacional

16/09/2004 - 11h22
Cartier põe à venda a "Estrela do Sul", mítico diamante brasileiro que

libertou uma escrava Por Mariano Andrade PARIS, 16 set (AFP) - A respeitada casa de joalheiros Cartier exibe e põe à venda a partir desta semana, em Paris, do mítico diamante "Estrela do Sul", o sexto maior do mundo, com 128 quilates e cuja fascinante história começa com a libertação da escrava que o descobriu 150 anos atrás, em Minas Gerais.

A "Estrela do Sul" é uma das principais atrações da 22ª edição da Bienal de Antiquários, inaugurada na quarta-feira em Paris e que se estenderá até 28 de setembro no Carrossel do Museu do Louvre, período no qual contará com a presença de 111 expositores, que exibem e põem à venda obras de arte, móveis, jóias e outros objetos valorizados por sua raridade e qualidade.

Embora a bienal de Paris deva sua fama mundial especialmente ao mobiliário e outros objetos de arte do século XVIII que apresenta, esta edição contará com a exposição, numa área especialmente acondicionada, de pedras preciosas exóticas e criações contemporâneas de Cartier e outros grandes joalheiros mundiais.

Entre esses objetos deslumbrantes está a "Estrela do Sul", um dos diamantes mais famosos do mundo por seu tamanho (128,48 quilates que fazem dele o sexto maior do globo), mas também por sua extraordinária peregrinação, que começa em 1853 numa mina da cidade de Bagagem, hoje Estrela do Sul, no Triângulo Mineiro.

Conta a história que o diamante foi descoberto por uma escrava que trabalhava na mina de Bagagem. O peso original da pedra era de 261,24 quilates (mais que o dobro do atual) e, como recompensa pelo achado, a escrava conquistou a liberdade e uma renda vitalícia.

O primeiro proprietário do diamante não foi muito perspicaz e o vendeu pelo valor de apenas 3.000 libras esterlinas, em valores da época. Vendas e revendas levaram a pedra para Amsterdã, onde foi comprada por 35.000 dólares. Foi lá que foi talhado na sua forma atual, clássica para muitos diamantes, com base retangular e terminando num vértice de uma faceta. Seu grau de pureza, VS-2, um dos maiores segundo os padrões internacionais, e seu leve matiz marrom e rosado chamaram a atenção da Halphen & Associates, de Paris, que o adquiriu e o batizou com o nome de "Star of the South" (Estrela do Sul).

Exibido com grande sucesso na Exposição de Londres de 1862 e em Paris, em 1867, foi vendido anos depois por 400 mil dólares a Mulhar Rao, príncipe de Baroda (Mumbai, Índia). O príncipe montou a "Estrela do Sul" junto com outro diamante famoso, o "English Dresden diamond", num colar que reunia as jóias da sua família.

Em meados do século XX, o rastro do diamante se perdeu para reaparecer em 1999 nas mãos de outro proprietário indiano, Rustomjee Jamsetjee, de Mumbai.

Agora, 150 anos depois de descoberto, a respeitada Casa Cartier o põe à venda numa bienal que deverá receber 100.000 visitantes, entre eles algumas celebridades como o bilionário dono da Microsoft Bill Gates.

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